O Tribunal do Júri da Comarca de Ingá condenou Cláudio Félix da Silva, 52 anos, a 36 anos de reclusão por matar a irmã, Luzinete Félix da Silva, 49 anos. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (4) e o crime foi classificado pelos jurados como feminicídio no contexto de violência doméstica e familiar.

Segundo a decisão do Conselho de Sentença, além do reconhecimento do feminicídio, foram aplicadas as qualificadoras de meio cruel, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e por ter sido cometido na presença da mãe dos irmãos, uma idosa de 85 anos. O magistrado responsável pelo caso, juiz José Jackson Guimarães, fixou a pena em regime inicialmente fechado e manteve a prisão preventiva do réu, negando-lhe o direito de recorrer em liberdade.

Na sentença, o juiz relatou que o acusado agiu com “extrema frieza”, desferindo múltiplos golpes contra a vítima com uma pá metálica e com um pedaço de madeira, dentro da residência de Luzinete. A pena-base foi estabelecida em 28 anos. Após o reconhecimento da atenuante da confissão parcial, houve redução para 27 anos, seguida do aumento em um terço pela circunstância de o crime ter sido praticado perante a mãe da vítima, totalizando 36 anos de reclusão.

A defesa de Cláudio solicitou absolvição por clemência e a retirada das qualificadoras, mas as teses apresentadas foram rejeitadas pelos jurados durante o julgamento.

Relembre o caso

O homicídio ocorreu em 19 de julho de 2025, em Ingá, no Agreste da Paraíba. Investigadores apuraram que Luzinete havia retornado do Rio de Janeiro para a Paraíba com o objetivo de cuidar da mãe, de 85 anos. De acordo com relatos de familiares divulgados à época à TV Paraíba, a discussão entre os irmãos teria começado porque Luzinete desconfiava que Cláudio estaria se apropriando do benefício de aposentadoria da mãe.

O desentendimento culminou na morte da mulher, atingida por golpes de pá. Cláudio Félix foi preso no dia seguinte ao crime e, após investigação e processo, foi levado a julgamento, onde foi considerado culpado e teve a pena fixada conforme a sentença mencionada.

O caso segue com a execução da pena conforme determinado pelo juiz e com a manutenção da prisão preventiva até eventual modificação por instância competente.

Com informações de Jornaldaparaiba