Acusado de matar estudante já explodiu carro de cunhado e colou pênis na porta da exPortal T5

Uma das inúmeras passagens pela polícia do acusado de matar a estudante de medicina Mariana Thomaz veio à tona na tarde desta segunda-feira (14). O caso foi um descumprimento de medida protetiva ocorrido em 2020. O homem chegou a colar um pênis de borracha na porta da ex ao descobrir a medida protetiva e chegou a explodir o carro do ex-cunhado, segundo a Polícia Civil.

O empresário do setor de revestimento de cerâmica chegou a ser preso após denúncias de difamação nas redes sociais, perturbação, descumprimento de medida protetiva e dano a patrimônio particular. Na época, a informação foi repassada pela delegada da mulher, doutora Luiza Correia Lima.

“Aconteceu no início da tarde de hoje, o último ato de violência se deu ontem, no início da noite ,em que ele coloca esse explosivo no carro do irmão da vítima, com o nítido propósito de fazê-los desistir do inquérito e da medida protetiva que tinham sido solicitados anteriormente.Ele vinha fazendo várias ameaças à família, ao irmão, à ela, difamando nas redes sociais. O último ato justamente foi colocar esse explosivo que danificou muito carro do irmão dela”, disse.

Segundo a polícia, ele vinha desrespeitando a medida protetiva e ameaçando tanto a mulher quanto a família dela. O homem tem 32 anos de idade e foi preso no apartamento dele e chegou a pular do primeiro andar para tentar evitar a prisão.

Caso Mariana Thomaz

Mariana Thomaz de Oliveira, de 25 anos, era natural do Ceará e morava em João Pessoa, onde cursava medicina em uma faculdade particular. Ela foi morta por estrangulamento no último sábado (12). O corpo dela foi enterrado na tarde deste domingo (13), na cidade de Lavras de Mangabeira (CE).

O próprio suspeito ligou para o Samu informando que a estudante havia sofrido uma convulsão. A polícia também foi acionada e, ao chegar apartamento, percebeu sinais de que a vítima tinha sido morta por estrangulamento. O homem, que já tem um histórico de agressivo, foi levado para a Central de Polícia e teve a prisão preventiva decretada.

“O perfil, o histórico dele é de uma pessoa que tem um verdadeiro fetiche em fazer mal à mulheres. Para a polícia, o que houve foi um feminicídio. É uma questão de gênero”, disse o delegado Rodolfo Santa Cruz.

O homem acusado de matar a estudante de medicina Mariana Thomáz já está com advogado constituído. O Portal T5 o procurou na noite desta segunda-feira (14), mas ele informou que não pode conceder entrevista sem a autorização da família do suspeito.