Bolsonaro mantém Comissão de Ética esvaziadaLauro jardim

Jair Bolsonaro na cerimônia de diplomação no TSE, em 2018 | Daniel Marenco/10-12-2018

A Comissão de Ética Pública da Presidência completa na sexta-feira três meses de funcionamento com apenas metade das cadeiras ocupada. Três das quatro vagas de conselheiros estão à espera de nomeações por Jair Bolsonaro desde dezembro.

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Criada em 1999 por FHC, a CEP é responsável por apurar a conduta de integrantes da administração pública federal e de analisar possíveis conflitos de interesse no serviço público.

O colegiado não tem o poder para punir servidores e ministros, mas pode recomendar exonerações ou aplicar sanções administrativas e censura ética, que “mancha” o currículo do servidor.

Ao indicar os novos conselheiros, o colegiado passará a ser “100% bolsonarista”. E, como os mandatos duram três anos, são esses membros que fiscalizarão os ministros e servidores do próximo governo.

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