A surrada desculpa dos candidatos que não conseguem decolarBlog do Noblat

Sabe o que une Ciro Gomes (PDT), Sérgio Moro (PODEMOS), João Doria (PSDB), Simone Tebet (MDB) e Felipe d’Avila (Novo), aspirantes a candidato a presidente da República?

A falta de votos. E sabe o que eles dizem para seguir como aspirantes? Que crescerão quando começar a propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Porque nas redes sociais já começou.

“A política ilude mais do que o amor”, costumava dizer Tancredo Neves (MDB), o presidente que se elegeu, mas não tomou posse. Foi internado na véspera, operado 7 vezes de um tumor e morreu.

Ciro é candidato a presidente pela quarta vez. Não pode alegar que seja um desconhecido. Moro teve rádio e televisão de sobra desde 2014 quando a Operação Lava-Jato começou.

Doria também. Foi prefeito de São Paulo por dois anos, governa São Paulo há dois, e a pandemia fez dele o governador com mais exposição na telinha e nas redes sonoras.

Mas Doria continua algemado na casa dos 3% das intenções de voto, assim como Rodrigo Garcia (PSDB), candidato a sucedê-lo. É o que confirma pesquisa Quaest-Genial aplicada só em São Paulo.

Genial é um banco que encomendou a pesquisa, interessado em avaliar as chances de Tarcísio de Freitas, candidato de Bolsonaro, se eleger governador de São Paulo.

Tarcísio e Fernando Haddad (PT) foram os únicos candidatos testados em 4 cenários oferecidos pela Quaest ao exame dos eleitores. Haddad vence nos 4, mas Tarcísio aparece bem.

Na pesquisa espontânea, quando apenas se pergunta em quem o eleitor votaria, Haddad e Tarcísio espantam com 2% cada um. Quase 80% responderam que ainda não escolheram seu candidato.

A avaliação do governo Doria é impiedosa para ele. À pergunta “Você diria que o governo de João Doria está melhor, nem melhor e nem pior ou pior que você esperava?, os paulistas respondem:

* Melhor, 12%

* Nem melhor e nem pior, 39%

* Pior do que esperava, 48%

A pergunta seguinte foi: “Se Doria desistir da candidatura a presidente e tentar a reeleição ao governo do estado, você acha que ele merece uma segunda chance como governador?”

Respostas:

* Sim, 28%

* Não, 70%

O desafio para Doria está posto: ou ele vira um fenômeno eleitoral a ponto de reverter o quadro no seu Estado ou morrerá sem nem chegar à beira da praia.