Novo não concorda com ‘prévia suprapartidária’ até 18 de maioO Antagonista

O presidente do partido Novo, Eduardo Ribeiro, que já vem fazendo críticas ao chamado Centro Democrático, disse a O Antagonista nesta quinta-feira (7) não concordar com a decisão de União Brasil, MDB, PSDB e Cidadania de anunciar em 18 de maio um nome de consenso para a corrida presidencial.

“Não acho que o caminho correto seja definir um candidato único com essa antecedência. Seria um tiro no escuro, seria ignorar o imponderável”, disse ele.

O Novo, que chegou a convidar Sergio Moro para a legenda, tem a pré-candidatura de Luiz Felipe d’Ávila, da qual Ribeiro não abre mão até aqui.

“Defendo que todos os partidos lancem seus pré-candidatos e essa decisão de candidatura única fique para o último momento. Se, eventualmente, alguém despontar, com baixa rejeição, bom discurso, boa tendência de alta e chance de ir para o segundo turno, aí a gente senta, discute as propostas e conversa.”

Para Ribeiro, o Centro Democrático está, na prática, tocando uma “prévia suprapartidária”.

“Neste momento, não me parece que a população esteja querendo isso. Os partidos que hoje compõem a Terceira Via estão com dificuldades de convencer suas próprias bases e seus próprios parlamentares, imagina o resto da população”, argumentou.

Ele disse também:

“Forçar o apoio de um pré-candidato único agora me parece mais uma imposição do que uma construção. O caminho é difícil? Muito. Mas temos que trabalhar, buscar exposição, afinar o discurso, ouvir as pessoas. Só fazer reunião e soltar nota no jornal não vai funcionar.”

Mais cedo, em entrevista a este site, a senadora Simone Tebet, presidenciável do MDB, reforçou que o Novo poderia se somar ao grupo que tenta construir a candidatura única.