Após cinco dias, polícia da PB ouve parentes, mas ainda não tem pistas do desaparecimento de adolescenteG1 Paraíba


Polícia Civil já ouviu a mãe e o padrasto da menina, que tem 12 anos e sumiu após receber mensagens pela internet. Os familiares de Júlia falaram com a imprensa sobre o caso. Júlia desapareceu em João Pessoa após receber mensagens de pessoas desconhecidas pela internet
TV Cabo Branco/Reprodução
A Polícia Civil começou a ouvir os parentes da adolescente de 12 anos que sumiu na última quinta-feira (7), em João Pessoa. A mãe e o padrasto de Júlia já foram ouvidos e, nesta segunda-feira (11), a polícia deu detalhes do depoimento da mãe dela, mas ainda não tem pistas do que motivou o desaparecimento nem do possível paradeiro.
“O que temos de concreto é que essa adolescente sumiu de maneira muito misteriosa. A mãe descreveu o perfil comportamental da filha, depois falou sobre os relacionamentos que ela, a mãe, teve nos últimos 12 meses, com outro namorado e agora com esse atual companheiro. Ela passou as redes sociais que a filha utilizava e também informou que a relação entre a adolescente e o padrasto era uma relação salutar, mas estamos investigando e fazendo todo o nosso trabalho. Estamos procurando refazer os trajetos para encontrar algo que nos aponte o destino, o paradeiro da jovem”, disse o delegado Rodolfo Santa Cruz, titular da delegacia de homicídios da capital que investiga o caso.
Júlia foi vista pela família na quinta-feira, no bairro de Gramame, e de acordo com a mãe, Josélia Araújo, a adolescente teria sumido após receber mensagens de pessoas desconhecidas pela internet. Segundo a mãe, a filha não costumava sair de casa sem avisar, e não houve discussões recentes entre elas. Josélia lembrou que a filha havia recebido mensagens de uma mulher, na quarta-feira (6), que alegou gostar do perfil dela no Instagram, e se oferecido para dar dicas de marketing digital.
A Polícia Civil confirmou este contato, mas durante as investigações, os policiais descobriram que o perfil que mandou as mensagens pode ser falso.
“É uma angústia imensa, a gente não sabe mais o que fazer. Eu peço pelo amor de Deus, quem tiver com ela, quem tiver informações, nos devolva nossa menina. A minha filha foi convencida a sair de casa ou foi retirada de lá. Isso é terrível porque a gente não sabe o que fazer”, disse a mãe de Júlia em entrevista à TV Cabo Branco.
“Uma mulher que trabalha na Praia do Sol, eu conheço ela, mas não sei o nome, afirmou que viu Júlia e a gente está investindo nisso. Ela realmente conhece Júlia, e ela falou para mim, pessoalmente, que viu Júlia e que ela estava com um olhar de medo. Só que ela não sabia que Júlia tinha sumido, que os familiares estavam atrás dela, por isso não segurou a menina”, contou o padrasto, Francisco Lopes.
Família veio do Paraná para ajudar nas buscas
Adolescente desaparece após receber mensagens de desconhecidos pela internet
O pai, a madrasta e uma tia de Júlia moram no Paraná, e chegaram entre a quinta-feira e a sexta-feira (8) para ajudar nas buscas pela menina. Jeferson Brandão, que é o pai, estava trabalhando em Curitiba e só conseguiu chegar na sexta-feira. “Eu não consigo falar direito, é muito angustiante”, disse.
A esposa de Jeferson e madrasta de Júlia, Karine Domingues, relatou que a menina estava muito feliz, e que falou com ela na quarta-feira. “Ela tava muito feliz, a gente estava reformando o quartinho dela e ela tava muito ansiosa para ver pronto. Ela é uma menina muito justa, muito honesta, não faz nada de errado. Quem tiver com ela, nos devolva porque a gente não tá mais aguentando”, relatou Karine.
A tia da menina, Joseane Araújo, ajudou os parentes na Paraíba nas buscas iniciais. “A gente fez buscas por todo lugar que falaram que ela poderia ter passado. [O bairro de] Mangabeira, a gente bateu tudo, com cartazes, uma pessoa que trabalha com carro de som nos ajudou. Fomos na rodoviária, na Lagoa, no Mercado Central e nada. A Júlia não fugiria de casa, ela é muito amada, não é de responder a ninguém, ela era só de casa para a igreja.”, contou.
Quem tiver informações sobre a garota deve entrar em contato com a polícia por meio dos telefones 190, da Polícia Militar; e 197, da Polícia Civil. A família também disponibilizou dois telefones para contato, que são o (83) 99604-7877 e o (83) 98772-4541.
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