Brasília – A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (2), a Operação Última Fase, que investiga um esquema de fraudes em concursos públicos capaz de repassar gabaritos, fotos de provas e textos de redações a candidatos horas antes dos exames. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), os valores negociados chegavam a R$ 500 mil.
Mandados em três estados
Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva em Pernambuco, Alagoas e Paraíba. Na Paraíba, a PF realizou buscas em João Pessoa e prendeu um suspeito em Patos, cidade apontada como base principal do grupo.
Como funcionava o esquema
De acordo com a investigação, integrantes da organização obtinham as provas antes da aplicação oficial. As informações eram repassadas por meio de fotografias e gabaritos completos. Em alguns casos, os criminosos ofereciam também o texto da redação.
Para o cargo de Auditor Fiscal do Trabalho, candidatos chegaram a pagar até R$ 500 mil para subornar vigilantes e desligar câmeras de segurança dos locais de prova. Outro método consistia no uso de documentos falsificados para que um membro da quadrilha, considerado mais preparado, realizasse o exame no lugar do contratante.
Concursos afetados
As fraudes foram identificadas no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) de 2024 e em seleções das Polícias Civis de Pernambuco e Alagoas, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.
Imagem: Polícia Federal
Investigações continuam
O inquérito teve início após denúncia anônima recebida pela Polícia Federal. Os trabalhos prosseguem para identificar todos os participantes da organização e os candidatos que adquiriram os serviços ilícitos.
Com informações de ClickPB



