Um homem condenado pelo homicídio do próprio sócio, ocorrido em 2008 na cidade de São Paulo, foi preso na manhã desta terça-feira (23) em um condomínio residencial localizado no bairro Jardim Oceania, em João Pessoa. A detenção foi realizada por equipes da Polícia Civil da Paraíba, que cumpriram o mandado de prisão expedido pela Justiça paulista.

De acordo com informações repassadas pela Delegacia de Capturas e Polinter, o condenado, cujo nome não foi divulgado pelas autoridades, recebeu pena de 14 anos de reclusão pelo assassinato. Apesar da sentença, permaneceu foragido desde a época do crime. Investigadores apuraram que, antes de se estabelecer na capital paraibana, ele viveu por um período em Alagoas, possivelmente utilizando o estado como rota de fuga para despistar a polícia.

No momento em que os agentes chegaram ao endereço indicado pela investigação, o homem se encontrava no interior do próprio apartamento. Após ser informado sobre o mandado que pesava contra ele, não apresentou resistência e foi conduzido à Central de Polícia Civil para os procedimentos legais.

Durante as primeiras declarações ao delegado Thiago Cavalcante, responsável pela operação, o preso admitiu ter ordenado o homicídio do sócio. Segundo relatou, decidiu planejar o crime em razão de ameaças que a vítima estaria fazendo contra ele. A investigação, porém, não revelou detalhes sobre a natureza dessas supostas ameaças nem sobre a motivação financeira ou pessoal que possa ter levado ao desentendimento entre os dois empresários.

Concluídos os trâmites de identificação e formalização da prisão, o detido passará por audiência de custódia, etapa em que a Justiça avaliará a legalidade da captura e definirá as condições de cumprimento da pena. Até a conclusão desse ato judicial, ele permanecerá à disposição do Poder Judiciário no sistema prisional paraibano, de onde deverá ser transferido para um presídio paulista a fim de iniciar o cumprimento efetivo da condenação de 14 anos.

O caso segue sob acompanhamento das autoridades paulistas, que mantêm contato com a polícia paraibana para viabilizar a remoção do preso e garantir a execução da pena imposta pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Com informações de Maispb