O Ministério Público do Maranhão (MPMA) prendeu, nesta quinta-feira (data não informada), o prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), a primeira-dama Eva Curió, o vice-prefeito, 20 vereadores, um ex-vereador e outras autoridades municipais, investigados por participação em um esquema que teria desviado mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), os suspeitos integrariam uma organização criminosa que operava na prefeitura entre 2021 e 2025. O grupo é investigado pelos crimes de organização criminosa, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

Mandados cumpridos em dez municípios

A ofensiva contou com 51 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão. As ordens judiciais foram executadas em São Luís, Paço do Lumiar, Santa Helena, Pinheiro, Barreirinhas, Governador Nunes Freire, Vitória do Mearim, Pedro do Rosário, São José de Ribamar e Presidente Sarney, além de Turilândia.

Entre os detidos também estão a ex-vice-prefeita Janaina Lima e o marido dela, Marlon Serrão, além do contador da prefeitura, Wandson Jhonathan Barros. Conforme as investigações, contratos simulados com empresas de fachada eram utilizados para justificar pagamentos de serviços que nunca foram prestados, permitindo o desvio dos valores.

Desdobramento da Operação Tântalo

A ação é considerada um desdobramento da Operação Tântalo, deflagrada pelo Gaeco em fevereiro deste ano. Na ocasião, documentos e equipamentos eletrônicos já haviam sido apreendidos, fornecendo indícios que sustentaram os novos pedidos de prisão e busca autorizados pela Justiça.

Segundo o MPMA, o esquema contava com a participação direta de agentes públicos que atuavam na elaboração, análise e aprovação das licitações fraudulentas. Para o Ministério Público, a presença do prefeito, de parlamentares e de membros do primeiro escalão reforça a tese de que o grupo mantinha controle sobre diferentes setores da administração municipal.

Todos os presos foram encaminhados para unidades prisionais na capital São Luís, onde passarão por audiência de custódia. Até o momento, a defesa dos envolvidos não se manifestou.

Com informações de Polemicaparaiba