O apartamento da desembargadora Fátima Bezerra, localizado no bairro do Altiplano, área nobre de João Pessoa, foi alvo de uma invasão que resultou no furto de joias estimadas em cerca de R$ 3 milhões. O crime, confirmado pela Polícia Civil da Paraíba, incluiu o desaparecimento de relógios e objetos pessoais que pertenciam ao ex-governador paraibano José Maranhão, falecido em 2021.
De acordo com as primeiras informações repassadas à imprensa, não foram encontrados sinais de arrombamento nas portas ou janelas do imóvel. A ausência de marcas de violação reforça a suspeita de que a ação tenha sido cuidadosamente planejada, possivelmente contando com conhecimento prévio da rotina da família ou acesso facilitado ao edifício.
Investigadores ouvidos pelo portal PoderPB afirmaram que possíveis envolvidos já foram identificados. As diligências de busca e apreensão seguem em andamento com o objetivo de localizá-los, efetuar as prisões e recuperar os itens subtraídos. O número de suspeitos e seus perfis não foram divulgados devido ao sigilo das investigações.
A Secretaria de Segurança Pública da Paraíba ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso. Questionada pela reportagem, a pasta informou que aguarda o avanço das apurações antes de emitir um posicionamento público. O prédio onde ocorreu o furto mantém sistema de vigilância por câmeras, cujas imagens já foram recolhidas pelos peritos para análise.
Fontes ligadas à família da magistrada relataram que parte das joias roubadas possuía valor sentimental, por terem pertencido a José Maranhão, que governou o estado em três ocasiões. Entre elas estariam relógios de grife e peças confeccionadas em ouro e pedras preciosas colecionadas ao longo de décadas.
Até o momento, não foi informado se algum item do espólio de Maranhão possuía seguro específico. Tampouco há confirmação sobre a existência de seguro-residência que cubra a totalidade do prejuízo calculado.
A Polícia Civil segue colhendo depoimentos de funcionários do edifício e de moradores vizinhos, enquanto peritos realizam varreduras em busca de vestígios que possam levar aos autores do crime. O inquérito tramita na Delegacia de Roubos e Furtos da capital paraibana.
Novas informações deverão ser divulgadas assim que as autoridades concluírem as etapas iniciais da investigação.
Com informações de Polemicaparaiba



