O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), anunciou que o Indicador de Percurso de Aproximação de Precisão (PAPI) do Aeroporto Regional Pedro Vieira Moreira, em Cajazeiras, será oficialmente homologado em janeiro de 2026. A declaração foi feita durante a última edição de 2025 do programa semanal “Conversa com o Governador”.
Segundo Azevêdo, o equipamento passou por manutenção recente e encontra-se apto para a etapa final: um voo de inspeção da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). A homologação permitirá pousos e decolagens de aeronaves de maior porte, ampliando a capacidade operacional da pista localizada no Sertão paraibano.
Apesar do avanço tecnológico, o chefe do Executivo estadual reforçou que a principal preocupação, no momento, é a continuidade da rota comercial operada pela Azul Linhas Aéreas entre Cajazeiras e Recife. Ele lembrou que a permanência do serviço depende diretamente da demanda de passageiros.
“Um voo, para uma companhia aérea, só se mantém se houver passageiros”, enfatizou o governador. “Se a população de Cajazeiras e das cidades vizinhas utilizar com frequência, a ligação com Recife permanecerá. Caso contrário, nenhuma empresa privada sustentará o trajeto”, acrescentou.
Azevêdo ponderou que, embora o PAPI seja imprescindível para elevar o padrão de segurança e eficiência do aeroporto, a infraestrutura local já possui condições de receber aeronaves sem grandes restrições. “O equipamento está sendo resolvido, mas esse não é o grande problema. A pista é extensa, bem cuidada, e tem condições de operação satisfatórias”, comentou.
Em apelo direto aos moradores do Alto Sertão, o governador solicitou que priorizem o embarque em Cajazeiras, evitando deslocamentos ao estado vizinho do Ceará para realizar conexões. Ele ressaltou que o voo até Recife integra o passageiro ao hub da companhia aérea, oferecendo acesso a destinos nacionais e internacionais.
Com a homologação do PAPI prevista para o primeiro mês de 2026, a expectativa do governo é fortalecer o potencial econômico da região, atraindo novos fluxos de negócios e turismo. No entanto, a efetividade desse plano, reforçou Azevêdo, depende da regularidade de passageiros no trecho Cajazeiras–Recife.
Com informações de Diariodosertao




