A Paraíba já contabiliza R$ 39,5 milhões em emendas parlamentares para o exercício de 2025. Os dados constam no Observatório Sagres, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), e foram consolidados nesta segunda-feira (29).
Os repasses, destinados ao longo do ano, concentram-se majoritariamente na área da Saúde, por meio de transferências para fundos municipais, para o Fundo Estadual de Saúde e para prefeituras espalhadas pelo estado.
Participação da bancada federal
A bancada paraibana no Congresso Nacional responde por quase R$ 10 milhões desse total. Os valores foram distribuídos entre dezenas de municípios. Os três maiores beneficiados são:
- João Pessoa – R$ 2,3 milhões para o Fundo Municipal de Saúde;
- Pedras de Fogo – R$ 1 milhão encaminhado ao fundo de saúde local;
- Paulista – R$ 536 mil em recursos de bancada.
Emendas individuais dos parlamentares
Cabo Gilberto (PL) lidera o ranking individual, com R$ 5,1 milhões reservados. Do total, R$ 3,5 milhões reforçam o Fundo Estadual de Saúde, enquanto o restante atende João Pessoa e outros municípios da Região Metropolitana.
O senador Efraim Filho (União) aparece na sequência, somando R$ 4,4 milhões. A maior parcela, de R$ 1,4 milhão, vai para o Fundo Municipal de Saúde de Barra de Santa Rosa. Imaculada, São Mamede e Frei Martinho também estão entre as cidades contempladas.
Em terceiro lugar surge o deputado Romero Rodrigues (Podemos), responsável por R$ 3,3 milhões. Os principais destinatários são Capim e Lagoa Seca, cada um com R$ 1 milhão, além de Gurinhém, que recebe R$ 700 mil. Demais valores completam o pacote para outras localidades.
Distribuição dos recursos
Embora a Saúde concentre a maior fatia, as planilhas do TCE revelam uma pulverização de repasses, característica das emendas parlamentares. A estratégia permite que municípios de diferentes portes tenham acesso direto aos recursos federais, tanto para custeio quanto para investimentos.
O levantamento do Observatório Sagres é atualizado regularmente e indica a execução financeira à medida que os empenhos são pagos. Até o momento, não há registro de bloqueios ou contingenciamentos sobre as emendas mapeadas.
Com a temporada orçamentária em curso, a expectativa é de que novas liberações ocorram até o fim do ano, mantendo a Saúde como prioridade, mas abrindo espaço para áreas como infraestrutura e educação, dependendo das demandas apresentadas pelos gestores municipais.
Com informações de Jornaldaparaiba




