A tenente-coronel Viviane Vieira, responsável pelo comando da 6ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) em Cabedelo, no litoral da Paraíba, formalizou um boletim de ocorrência na Polícia Civil após sofrer importunação sexual de um homem por meio das redes sociais.
De acordo com a oficial, o episódio ocorreu quando o suspeito passou a encaminhar mensagens de teor inadequado e insistente. Mesmo advertido de que ela não consentia com a abordagem e de que mantém um relacionamento, o homem persistiu com as investidas. A conduta motivou a comandante a buscar respaldo legal.
No vídeo publicado em seus perfis pessoais, Viviane afirma que não toleraria o comportamento: “Quando a importunação é com outra pessoa, já me incomoda demais. E comigo eu não vou admitir. Como você veio na minha rede social, irei até a delegacia da Polícia Civil e farei um boletim de ocorrência”, declarou.
A militar afirmou ainda que o registro funciona como um alerta para potenciais agressores que utilizam ambientes virtuais para assediar mulheres. “A ideia é mostrar que existe consequência. Se insistirem, vamos denunciar”, completou.
A Polícia Civil da Paraíba confirmou que recebeu o boletim e abriu inquérito para apurar o caso. A corporação, contudo, não informou qual delegacia ficará responsável pela investigação nem o nome do delegado que conduzirá os trabalhos.
O crime de importunação sexual está previsto no artigo 215-A do Código Penal Brasileiro, tipificado como ato de natureza sexual sem consentimento e punível com reclusão de um a cinco anos se não houver delito mais grave. A lei foi sancionada em 2018, após episódios de assédio em meios de transporte e espaços públicos.
Segundo a comandante, o homem foi previamente alertado de que as mensagens eram indesejadas. “Deixei claro que estava incomodada e que tenho companheiro, mas ele ignorou”, relatou. A partir do momento em que a dedicação profissional e a segurança pessoal foram afetadas, a oficial decidiu buscar a via judicial.
Até o fim da tarde desta segunda-feira (29), a Polícia Militar não registrava outras denúncias formais contra o suspeito. O perfil do homem nas redes sociais, porém, havia sido sinalizado por usuários que também relataram comportamentos similares.
Viviane segue no comando da 6ª CIPM, que atua na segurança do município portuário de Cabedelo e de localidades vizinhas. Ela ressaltou que pretende acompanhar de perto o andamento do inquérito e manterá seus perfis abertos, mas afirmou que novas abordagens de teor ofensivo serão imediatamente reportadas às autoridades.
Com informações de G1


