O encerramento de 2025 chega acompanhado de rupturas na base do governador João Azevêdo (PSB) e de um cenário ainda indefinido sobre como lideranças tradicionais e novatos irão se posicionar para as eleições de 2026 na Paraíba.
A maior novidade do tabuleiro político estadual é a recente migração do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), para o campo oposicionista. O movimento amplia o leque de possibilidades do grupo que se consolida contra Azevêdo, mas deixa pendentes decisões consideradas estratégicas para o início do próximo ano.
Definição do grupo Toscano em 8 de janeiro
O primeiro passo relevante deve ser dado em 8 de janeiro, quando a deputada Camila Toscano (PSDB) e a prefeita de Guarabira, Léa Toscano (União Brasil), vão anunciar publicamente sua escolha. A tendência apontada por interlocutores é de apoio a Cícero Lucena, o que representa um revés para o projeto do senador Efraim Filho (União Brasil) e sinaliza possível isolamento do parlamentar ao lado do bolsonarismo local.
Cunha Lima e Romero Rodrigues na mira da oposição
Apesar da baixa esperada em Guarabira, Efraim Filho (também referido como Morais) mantém esperança de atrair a família Cunha Lima em Campina Grande. O prefeito Bruno Cunha Lima (União Brasil) já acenou positivamente, porém essa convergência parece distanciar-se quando se trata do ex-deputado Pedro Cunha Lima (PSD) e do senador Cássio Cunha Lima. Os últimos movimentos indicam, inclusive, inclinação dessas lideranças – juntamente com o deputado Romero Rodrigues (Podemos) – à chapa defendida por Cícero Lucena e pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB).
PT dividido entre duas frentes
Fora de Campina Grande, o senador Veneziano atua para atrair o PT, comandado na Assembleia pela deputada Cida Ramos. Entretanto, a sigla está dividida e aguarda uma orientação nacional para fechar questão. O impasse é explorado pelo grupo Ribeiro – formado por Aguinaldo, Lucas e Daniella Ribeiro – que ainda não desistiu de contar com o apoio petista. Para isso, aposta na influência do deputado Hugo Motta (Republicanos) na Presidência da Câmara e na proximidade entre João Azevêdo e o presidente Lula (PT).
Outro fator que pode pesar na balança é a possível filiação do vice-prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra (PSB), ao PT. Caso ocorra, a adesão daria novo impulso à legenda e poderia desequilibrar a disputa interna entre Lucas Ribeiro e Cícero Lucena pelo apoio petista.
Ruy Carneiro e o caminho a escolher
Nesse contexto, o deputado federal Ruy Carneiro (Podemos) encerra 2025 com carta branca para permanecer na oposição, ao lado de Efraim Filho, ou realinhar-se à base governista, oferecendo respaldo a Lucas Ribeiro. A decisão do parlamentar será outro ponto de observação no início de 2026.
Com tantas peças passíveis de reposicionamento, o panorama eleitoral paraibano segue em aberto. Os primeiros meses de 2026 devem ser decisivos para definir quais coalizões terão densidade suficiente para chegar competitivas à disputa pelo Governo do Estado.
Com informações de Jornaldaparaiba




