O Botafogo-PB encerrou a temporada de 2025 com o sétimo ingresso mais caro entre todos os clubes que disputaram as Séries A, B e C do Campeonato Brasileiro, de acordo com levantamento divulgado pelo Gato Mestre, núcleo de dados do ge. O preço médio cobrado pelo Alvinegro da Estrela Vermelha alcançou R$ 66,88, superando agremiações tradicionais como Atlético-MG, Santos, Cruzeiro e São Paulo.
Na lista, apenas Botafogo, Corinthians, América-MG, Flamengo, Palmeiras e Vasco praticaram valores maiores. O torcedor cruz-maltino, por exemplo, desembolsou em média R$ 91,24 para assistir às partidas do clube como mandante, cifra que lidera o ranking nacional.
Polêmicas com bilheteria
Desde a implementação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), a política de ingressos do Botafogo-PB gerou controvérsia. No confronto com o Flamengo, válido pela terceira fase da Copa do Brasil, os bilhetes para o Estádio Almeidão variavam de R$ 300 a R$ 500. A alta foi alvo de protestos de torcedores e motivou notificação do Procon. Posteriormente, o duelo foi transferido para o Castelão, em São Luís (MA).
Outra situação delicada ocorreu na estreia em casa pela Série C, diante do Confiança-PB. Para essa partida, os valores oscilaram entre R$ 30 e R$ 140, novamente resultando em reclamações nas arquibancadas.
Justificativa da SAF
Responsável pelos investimentos na SAF, Filipe Félix argumentou na ocasião que a arrecadação obtida com a venda de ingressos seria destinada a melhorias estruturais. O objetivo, segundo ele, é equipar o Centro de Treinamento do clube ao padrão das equipes da elite do futebol brasileiro.
Impacto nas arquibancadas
Ao longo de 2025, 91.590 torcedores pagaram ingresso para acompanhar o Botafogo-PB, o que gerou receita bruta de R$ 6.125.730. Apesar do valor expressivo, o desempenho dentro de campo prejudicou a presença do público: o clube ficou com o vice-campeonato paraibano e lutou contra o rebaixamento na Série C, fatores que afastaram parte da torcida.
Com base nos dados do Gato Mestre, o Alvinegro paraibano manteve preços médios superiores aos praticados por grandes clubes da Série A, ainda que disputasse a terceira divisão nacional. O posicionamento reforça o debate interno acerca do equilíbrio entre a necessidade de receitas e a acessibilidade para o torcedor.
Com informações de Jornaldaparaiba




