O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), manifestou-se neste sábado (3) contra a incursão militar realizada pelos Estados Unidos na Venezuela, que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro. A declaração foi publicada nas redes sociais do chefe do Executivo estadual.

No posicionamento, Azevêdo classificou a ação norte-americana como uma ameaça direta à ordem internacional e alertou para o risco de precedentes que possam fragilizar o princípio de soberania das nações. O governador destacou que o uso da força não deve se sobrepor aos mecanismos diplomáticos para resolução de conflitos.

“É muito grave qualquer ataque à soberania de um país. Isso quebra as regras internacionais e coloca o mundo todo em risco. A força nunca vai substituir a diplomacia. Para encontrar saídas que funcionem de verdade, o que deve prevalecer é a soberania dos interesses do povo venezuelano e a paz”, afirmou.

Azevêdo soma-se a outras lideranças brasileiras que também reagiram negativamente à ofensiva norte-americana no território venezuelano. Embora não se trate de defesa ao governo de Maduro, as manifestações apontam para a preocupação com a violação da autonomia de um Estado e o impacto que essa iniciativa pode causar em futuras relações internacionais.

Segundo o governador, a comunidade internacional deve buscar soluções pacíficas e dialogadas para crises políticas, evitando a escalada de confrontos que coloquem civis em risco e ampliem tensões regionais. Ele reforçou que a diplomacia é “o único caminho capaz de produzir resultados duradouros” e reiterou a necessidade de respeito às instituições multilaterais.

O posicionamento de João Azevêdo foi repercutido por apoiadores e críticos nas redes sociais, gerando debates sobre os limites das intervenções estrangeiras e o papel do Brasil na defesa dos princípios de não agressão. Até o momento, o Palácio do Planalto não emitiu comunicado oficial sobre o tema.

Com a nota, o governo paraibano procura alinhar-se a vozes que defendem uma resposta conjunta da América do Sul em prol da manutenção da paz e da autodeterminação dos povos. Não há, porém, sinalização de medidas práticas a serem adotadas, além da condenação pública da operação.

A declaração encerra-se reiterando o compromisso da Paraíba com valores democráticos e com a busca permanente por alternativas diplomáticas em contextos de crise internacional.

Com informações de Polemicaparaiba