O secretário de Direitos Humanos e Cidadania de João Pessoa, Diego Tavares (PP), comunicou nesta segunda-feira, durante entrevista ao programa Hora H, da TV Norte, que entregará o cargo ao prefeito Cícero Lucena ainda no mês de janeiro. A decisão, segundo ele, tem objetivo exclusivo de viabilizar sua pré-campanha para uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba nas eleições deste ano.
Na conversa com os apresentadores, Tavares afirmou que, após a saída da pasta, dará início às negociações para escolher a legenda pela qual concorrerá. Embora seja filiado ao Progressistas (PP), o auxiliar municipal adiantou que avalia outras siglas e descarta participar do chamado “chapão” do MDB. Ele justificou a recusa citando a forte concentração de nomes competitivos na coligação emedebista: “Não enxergo condições favoráveis para minha eleição nesse agrupamento”, declarou.
O ex-secretário explicou que o cuidado na escolha do partido se fundamenta em experiência pessoal. Há duas décadas, candidatou-se a deputado estadual e, mesmo registrando votação superior à de vários eleitos, acabou ficando de fora do parlamento. “Não quero repetir 2002”, disse, ao mencionar o insucesso de então.
Questionado sobre quem assumirá a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania, Diego Tavares informou que o assunto será discutido diretamente com o prefeito nos próximos dias. Ele ressaltou que a definição caberá exclusivamente a Cícero Lucena.
Além de secretário municipal, Tavares ocupa a posição de suplente da senadora Daniela Ribeiro (PP) no Senado Federal. Ele frisou que mantém bom relacionamento com a senadora, mas sublinhou ter sido “o mais prejudicado” após o rompimento político entre a família Ribeiro e o prefeito da capital paraibana.
Sobre convites partidários, o pré-candidato revelou que já foi procurado por MDB, Republicanos, Solidariedade, PRB e PV. Segundo ele, as conversas avançam, porém a decisão final só deverá ser anunciada após a formalização de sua exoneração. “Estarei livre para definir o melhor caminho assim que deixar o cargo”, enfatizou.
No cronograma apresentado, a saída oficial da secretaria ocorrerá “antes do fim de janeiro”, período em que também pretende filiar-se à nova sigla. Até lá, disse, continuará despachando normalmente e organizando a transição interna para que a pasta não sofra descontinuidade.
Diego Tavares concluiu a entrevista reiterando que a prioridade, a partir de agora, será percorrer o estado para consolidar alianças regionais e apresentar propostas voltadas à área social, foco que, acredita, lhe garantirá base eleitoral sólida na disputa pela Assembleia.
Com informações de Polemicaparaiba



