A equipe da Unidade de Suporte Avançado (USA) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Uiraúna, no Sertão da Paraíba, viveu um episódio raro e desafiador no último fim de semana. Um chamado para transferir uma gestante acabou se transformando em parto prematuro dentro da própria ambulância, exigindo agilidade e preparo técnico dos profissionais envolvidos.

De acordo com o médico plantonista, Dr. Kassio Carvalho, a ocorrência começou quando o SAMU foi acionado para atender uma grávida de 34 semanas – cerca de oito meses de gestação – já em trabalho de parto avançado. “Ao chegar à residência, constatamos contrações muito intensas e a iminência do nascimento”, relatou.

Diante do quadro, a gestante Tauany Franciely foi imediatamente posicionada na ambulância para ser levada a uma maternidade de referência em Cajazeiras. A equipe era composta ainda pelas enfermeiras Valéria Savanarolly e Beatriz Alencar, além do condutor-socorrista Ronaldo Gomes.

Parto durante o deslocamento

Durante o trajeto, as contrações se intensificaram e não houve tempo de chegar ao hospital. O bebê, que recebeu o nome de Thalys, nasceu dentro da viatura. “Foi um desafio muito grande, pois se tratava de um prematuro de sete meses fora do ambiente hospitalar”, explicou o médico. Segundo ele, a atuação sincronizada da equipe garantiu a manutenção das vias aéreas, o controle da temperatura do recém-nascido e a estabilização da mãe.

Logo após o parto, mãe e filho foram avaliados, aquecidos e monitorados ainda na ambulância. Com ambos estabilizados, a equipe concluiu o trajeto até a Maternidade Deodato Cartaxo, em Cajazeiras, onde receberam atendimento especializado para casos de prematuridade.

Estado de saúde

Conforme informações repassadas pelo SAMU, tanto Tauany Franciely quanto o pequeno Thalys permanecem internados em observação, mas sem complicações. O médico destacou o sentimento de dever cumprido: “Ver mãe e bebê em boas condições após um parto tão delicado reforça a importância do treinamento contínuo e do trabalho em equipe”.

O episódio demonstra a relevância do suporte móvel de urgência em municípios do interior, onde o tempo de deslocamento até as unidades hospitalares pode ser determinante para a sobrevivência de pacientes em situações críticas.





Com informações de Diariodosertao