Uma mulher de 23 anos, investigada por supostamente queimar as mãos da própria filha usando ovos quentes, deixou a prisão na tarde desta terça-feira, 6 de janeiro de 2026, depois de passar por audiência de custódia em João Pessoa. A soltura foi determinada pelo Judiciário, que estabeleceu medidas protetivas cujos detalhes não foram divulgados pela Polícia Civil.
De acordo com a corporação, a audiência foi convocada para analisar a legalidade do flagrante e as circunstâncias do suposto crime de maus-tratos. Após ouvir as partes envolvidas, o juiz responsável optou por conceder liberdade provisória à suspeita, condicionando-a ao cumprimento das restrições fixadas na decisão.
A jovem havia sido detida logo que o caso chegou ao conhecimento das autoridades, sob acusação de ferir a filha ao pressionar ovos ainda quentes sobre as mãos da criança. A suspeita foi apresentada ao plantão policial, onde o procedimento de prisão em flagrante foi formalizado antes de ser encaminhada ao Poder Judiciário.
Na audiência de custódia, o magistrado avaliou o auto de prisão, os elementos indicativos de autoria e materialidade e a necessidade de manutenção ou não do encarceramento. O representante do Ministério Público se manifestou sobre a situação, assim como a defesa da investigada, que pleiteou a libertação.
Com a decisão, a mãe permanece em liberdade enquanto o inquérito prossegue. Ela deverá cumprir as medidas protetivas impostas, cujo objetivo principal é resguardar a integridade da vítima e assegurar o andamento das investigações sem interferências.
A Polícia Civil informou que continua reunindo depoimentos e laudos periciais para esclarecer completamente o episódio. O caso segue sendo apurado como possível crime de maus-tratos contra criança, tipificação que, se confirmada, pode resultar em responsabilização penal da suspeita ao final do processo.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o estado de saúde da menina nem sobre o grau das lesões. As autoridades mantêm sob sigilo informações que possam identificar a vítima, em consonância com as normas de proteção à infância e à adolescência.
O avanço da investigação definirá os próximos passos, incluindo eventual oferecimento de denúncia pelo Ministério Público e possíveis novas audiências. A mãe deverá comparecer a todos os atos processuais e está sujeita a revogação da liberdade caso descumpra as determinações judiciais.
Com informações de Paraibaonline



