Cinco dias depois da operação militar conduzida pelos Estados Unidos com o objetivo declarado de retirar Nicolás Maduro da Presidência da Venezuela, o total de vítimas fatais confirmadas subiu para 58. O balanço parcial foi divulgado nesta quarta-feira (7) por órgãos ligados ao governo venezuelano, mas ainda não há estimativas oficiais sobre o total de feridos nem sobre a extensão completa dos prejuízos.
A ação ocorreu em 2 de janeiro e atingiu diversos pontos estratégicos da capital, Caracas, além de áreas nos estados de Aragua e La Guaira. Desde então, autoridades locais afirmam estar realizando levantamentos para dimensionar os impactos, mas relatam dificuldades para consolidar todas as informações, sobretudo em regiões que continuam com acessos restritos.
Até o momento, não foi apresentado um relatório único que detalhe quantas pessoas permanecem hospitalizadas ou quantas edificações foram danificadas. Representantes do governo venezuelano reiteram que as equipes encarregadas de segurança e defesa civil seguem em campo para identificar desaparecidos e avaliar a situação de infraestrutura, especialmente em bairros periféricos da capital.
A ofensiva norte-americana teve como foco instalações consideradas estratégicas pelo Palácio de Miraflores. Em pronunciamentos anteriores, Washington justificou a intervenção como parte de um esforço para “restaurar a democracia” no país sul-americano, enquanto Caracas classificou o episódio como uma violação de sua soberania. Apesar da repercussão internacional, ainda não há confirmação de negociações diplomáticas diretas entre os dois países desde o início dos bombardeios.
Especialistas ouvidos por veículos locais apontam que o atraso na divulgação de dados consolidados se deve, em parte, à instabilidade presente em zonas onde ocorreram as explosões iniciais. Por ora, o número de 58 mortos permanece o único indicador oficial disponível, sem detalhamento sobre perfis ou locais exatos das vítimas.
Não há previsão para a apresentação de um relatório completo. O governo venezuelano afirma que atualizará as informações “assim que possível”, mas não estabeleceu prazo para divulgar um novo boletim. Enquanto isso, familiares de pessoas desaparecidas buscam informações em hospitais de Caracas e nas unidades de atendimento de Aragua e La Guaira, aguardando confirmação oficial sobre o paradeiro de seus parentes.
Com informações de Paraibaonline



