Atlético-MG e Fluminense passaram a tratar sem intermediários a situação do atacante Hulk. A mudança no formato das conversas ocorreu na noite de terça-feira (6), quando a representante do camisa 7, Marisa Alija, comunicou às partes o fim de sua participação nas tratativas. A partir daí, os contatos passaram a ser conduzidos exclusivamente pelas diretorias dos clubes.
O acionista da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) alvinegra, Rafael Menin, telefonou para Mário Bittencourt – ex-presidente e atual colaborador do departamento de futebol do Fluminense – e indicou disposição para negociar a saída do atleta. O Galo, porém, condiciona qualquer liberação a uma compensação financeira. O contrato de Hulk prevê multa rescisória de R$ 60 milhões, mas há margem para flexibilizar o valor a fim de possibilitar um acordo.
No dia seguinte, quarta-feira (7), houve novo contato entre os clubes. O Atlético-MG designou o executivo de futebol Paulo Bracks como responsável oficial pelas conversas com o Tricolor carioca. O dirigente mineiro ficou encarregado de discutir termos, valores e prazos de uma eventual transferência.
Enquanto os departamentos de futebol avançam na negociação, o estafe do jogador definiu que Hulk continuará a cumprir o vínculo em vigor com o clube mineiro, que se encerra em dezembro de 2026. Após manifestação do próprio atleta nas redes sociais, seus representantes descartaram a possibilidade de acionar a cláusula que poderia prorrogar automaticamente o contrato até 2027. Essa extensão extra dependia de participação mínima em 50% das partidas do Galo na temporada.
O fluxo de informações entre Belo Horizonte e Rio de Janeiro agora ocorre de forma direta. O Fluminense monitora o cenário à espera de um desfecho que viabilize a chegada do atacante, titular absoluto do Atlético-MG desde 2021 e considerado peça importante para o elenco comandado pelo técnico Fernando Diniz. Por outro lado, a diretoria alvinegra tenta equilibrar questões esportivas e financeiras antes de bater o martelo sobre a venda.
Até o momento, os clubes evitam divulgar detalhes públicos sobre possíveis números finais, forma de pagamento ou percentuais de direitos econômicos. Pessoas envolvidas sinalizam, contudo, que a flexibilização da multa rescisória e a disposição do jogador em permanecer até 2026 podem servir de ponto de partida para alcançar um denominador comum nas próximas reuniões.
Com informações de Jornaldaparaiba

