A Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa) informou, nesta quinta-feira (8), que 45 açudes do estado operam com menos de 10% da capacidade total, condição classificada como crítica. A maioria desses reservatórios fica nas regiões do Cariri e do Curimataú.
Segundo a Aesa, municípios como Cuité e Picuí, localizados no Curimataú, já não dispõem de água encanada suficiente para atender toda a população. O cenário leva prefeituras a adotar medidas emergenciais, entre elas o racionamento de abastecimento.
Comparativo mostra piora em relação a 2025
O monitoramento da agência estadual revela agravamento da situação em comparação com o mesmo período do ano passado. No início de 2025, 28 açudes estavam em condição crítica; agora, no começo de 2026, são 45. O número representa um aumento de 60,7% nos reservatórios com volume abaixo de 10%.
Racionamento em municípios do Sertão
Em Patos, no Sertão, a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) implantou calendário de distribuição alternada. O fornecimento acontece apenas em dias determinados para cada bairro, numa tentativa de equilibrar a oferta diante da baixa reserva hídrica.
Expectativa e orientações
Apesar da gravidade, a Aesa avalia que o quadro se mantém dentro da normalidade para esta época do ano, além de destacar que os índices podem melhorar com a chegada do período chuvoso previsto para os próximos meses. Enquanto isso, o órgão reforça a recomendação de uso racional da água e alerta a população para evitar desperdício.
Entre os grandes reservatórios que registram níveis reduzidos está o Açude Epitácio Pessoa, conhecido como Boqueirão, responsável pelo abastecimento de Campina Grande e cidades vizinhas. Mesmo não sendo listado entre os 45 açudes críticos, o manancial teve queda significativa no volume armazenado, permanecendo em estado de atenção.
Para acompanhar a situação dos açudes paraibanos, a Aesa atualiza, em seu portal eletrônico, boletins diários com dados de volume, pluviometria e classificação de risco. A agência também mantém equipes de monitoramento em campo e postos de medição espalhados pelo estado.
A população pode consultar o calendário de racionamento junto às prefeituras ou diretamente pelos canais de comunicação da Cagepa. A orientação geral é reduzir o tempo de banho, reutilizar água sempre que possível e priorizar atividades essenciais até que os níveis dos reservatórios voltem a patamares seguros.
Com informações de G1




