O verão traz dias mais quentes e grande fluxo de pessoas em praias, piscinas e eventos ao ar livre. Nesse cenário, cresce a incidência de enfermidades típicas da estação. Em seu quadro semanal “Consultório JM”, o médico Antônio Henriques destacou as patologias mais frequentes nesse período e reforçou a necessidade de cuidados básicos para evitá-las.

Principais doenças do verão

Doenças transmitidas por água e alimentos: Casos de gastroenterite viral e bacteriana aumentam devido ao consumo de alimentos à temperatura ambiente e água não tratada. A diarreia, muitas vezes acompanhada de vômitos, pode levar à desidratação rapidamente.

Dengue, zika e chikungunya: A proliferação de mosquitos Aedes aegypti em recipientes com água parada eleva o risco dessas arboviroses, que se manifestam com febre, dores no corpo e, em alguns casos, complicações mais graves.

Leptospirose: O contato com água de enchentes e esgotos contribui para a transmissão dessa infecção bacteriana, cuja manifestação inclui febre alta, dores musculares e, em quadros severos, risco de falência renal.

Conjuntivite e infecções de pele: A combinação de altas temperaturas e umidade favorece a proliferação de fungos e bactérias, provocando irritações oculares, coceira e lesões cutâneas.

Medidas preventivas

O médico enfatiza algumas práticas fundamentais para reduzir o risco de contágio e complicações:

  • Manter rotina de hidratação, ingerindo pelo menos dois litros de água por dia.
  • Aplicar protetor solar com fator de proteção adequado e reaplicar a cada duas horas.
  • Usar roupas leves, chapéu ou boné e buscar sombra entre 10h e 16h.
  • Evitar água parada em vasos, pneus e garrafas para prevenir a proliferação do Aedes aegypti.
  • Armazenar alimentos em temperaturas seguras e lavar as mãos antes das refeições.
  • Utilizar repelentes recomendados pela Anvisa, especialmente ao entardecer.
  • Evitar contato com esgoto, água de enchentes ou locais alagados.

O especialista alerta para a necessidade de atendimento médico imediato em casos de febre persistente acima de 38,5 °C por mais de dois dias, sintomas de desidratação (como boca seca, tontura e pouca urina) ou diarreia com mais de três episódios ao dia. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado contribuem para a recuperação rápida e evitam complicações.





Com a adoção dessas medidas simples, é possível aproveitar a estação mais quente do ano com mais segurança e menos riscos à saúde.

Com informações de Paraibaonline