A elevação das temperaturas durante o verão pode representar perigo ao sistema cardiovascular, especialmente para idosos e pacientes com doenças crônicas, destacou a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp). Segundo avaliação da entidade, o calor excessivo tende a desencadear alterações na frequência cardíaca e a aumentar a probabilidade de acidentes vasculares cerebrais (AVC).
Em artigo publicado no periódico The Lancet, pesquisadores analisaram 266 estudos e concluíram que cada acréscimo de 1°C na temperatura ambiente está associado a um aumento consistente na incidência de arritmias e de eventos cerebrovasculares. Ainda de acordo com o levantamento, o coração de pessoas já acometidas por condições cardíacas prévias se torna mais suscetível a sofrer sobrecarga durante períodos prolongados de calor intenso.
Para os especialistas da Socesp, o grupo de maior atenção inclui idosos, portadores de hipertensão, diabéticos e indivíduos com histórico de insuficiência cardíaca ou outras doenças crônicas. Nesses casos, até mesmo variações moderadas na temperatura podem exigir cuidados adicionais, como ajuste na rotina de medicamentos e monitoramento frequente dos sinais vitais.
Entre as orientações recomendadas pelos cardiologistas estão:
- Manter a hidratação com ingestão regular de água ou soluções eletrolíticas;
- Evitar exposição direta ao sol nos horários de pico — entre 10h e 16h;
- Optar por ambientes bem ventilados ou climatizados;
- Reduzir a prática de exercícios físicos em dias mais quentes;
- Observar sinais de taquicardia, como palpitações persistentes, falta de ar, tontura ou mal-estar súbito.
Caso surjam sintomas preocupantes, como dor no peito ou confusão mental, a recomendação é buscar avaliação médica imediata. A Socesp reforça que medidas simples de prevenção podem minimizar o impacto das altas temperaturas e preservar a saúde cardiovascular da população mais vulnerável.
Com informações de Paraibaonline



