Sabrina Brito Lira garante uma das vagas femininas no Instituto Tecnológico de Aeronáutica
Campina Grande (PB) — A estudante paraibana Sabrina Brito Lira, de 23 anos, foi aprovada no concurso de 2026 do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP), após seis anos de tentativas consecutivas. Ela conquistou a 49ª colocação em um processo seletivo que reuniu mais de 10 mil inscritos para as 180 vagas oferecidas, registrando uma média de 54 candidatos por vaga. Entre os aprovados, dez são mulheres.
O interesse pelo ITA surgiu durante uma conversa informal com o pai, o professor aposentado Romero Lima. “Eu estava ouvindo uma reportagem sobre o ITA, achei interessante e comentei com ela. Sem compromisso, falei sobre a instituição e isso acabou despertando o sonho dela”, relata Romero. A partir daí, Sabrina passou a pesquisar sobre o instituto e decidiu dedicar-se ao desafio.
Ao longo dos seis anos de preparação, Sabrina conciliou estudos intensos e a participação em cursinhos. Ela chegou a ser aprovada em Medicina no Ceará e garantiu o primeiro lugar em Ciência de Dados e Inteligência Artificial na FGV-Rio, mas manteve o ITA como prioridade. “Mesmo diante de outras aprovações, meu foco continuou sendo o ITA. Se fosse convocada, não pensaria duas vezes em aceitar”, afirma a jovem.
Romero reconhece as dificuldades enfrentadas pela filha ao longo desse período. “Para nós, pais, cada reprovação era dolorosa. Sempre tentávamos reforçar que ela era uma vencedora e que teríamos orgulho de qualquer resultado”, conta o pai. Segundo ele, o apoio da mãe e de amigos foi essencial para manter a motivação.
Com a nota obtida, Sabrina integra o seleto grupo de dez mulheres aprovadas neste ano, número superior ao registrado em 2025, quando oito candidatas femininas foram selecionadas. “Tenho esperança de que esse crescimento continue. Quero inspirar outras meninas a tentar”, afirma.
A família está de mudança para São Paulo para acompanhar de perto o início do curso no ITA. Para Sabrina, a aprovação reflete o esforço coletivo, envolvendo pais, amigos, professores e os cursinhos que lhe concederam bolsas de estudo. “Sem esse time, eu não teria chegado até aqui”, conclui a aluna.
Com informações de G1



