O fornecimento de energia elétrica foi interrompido no edifício que abriga as Secretarias de Administração e de Obras de Campina Grande, no Centro da cidade, na terça-feira (13). A medida foi determinada pela concessionária local após solicitação do proprietário do imóvel, que acusa atraso no pagamento do aluguel.
O espaço está alugado pela prefeitura por R$ 40 mil mensais. Segundo o dono do imóvel, os pagamentos vinham sendo feitos com atraso e, após a rescisão contratual, não houve acordo para regularizar os débitos. Sem prazo estabelecido para religação, servidores das duas pastas ficaram sem energia elétrica.
Posicionamento da prefeitura
Em nota oficial, a administração municipal afirmou que o corte não decorreu de inadimplência junto à concessionária, mas sim de um pedido formal do titular da unidade de alta tensão. A prefeitura ressalta que já solicitou à empresa a abertura de nova Unidade Consumidora e que, em caráter excepcional, as atividades administrativas foram mantidas em regime remoto.
Detalhes do contrato e ação de despejo
De acordo com a ação judicial, a secretaria de Obras foi a primeira a ocupar o imóvel, sob contrato vigente até cerca de dois anos atrás. Posteriormente, a secretaria de Administração firmou outro contrato, encerrado em 7 de dezembro de 2025, sem quitação total dos valores devidos. O proprietário alega que, mesmo após o término do contrato, ambos os órgãos continuaram a ocupar o espaço indevidamente.
O processo de despejo foi ajuizado na 2ª Vara Cível de Campina Grande. A juíza Gianne de Carvalho Marinho analisou o caso e determinou o envio dos autos para a Vara da Fazenda Pública, responsável por litígios envolvendo entidades governamentais.
Enquanto a situação não se resolve judicialmente, a prefeitura busca alternativas para reinstalar as secretarias em local com fornecimento regular de energia e dar sequência aos serviços públicos.
Com informações de G1




