Na manhã desta quinta-feira (15), policiais civis, penais e militares da Paraíba organizaram um protesto em frente à Granja Santana, residência oficial do governador em João Pessoa. A mobilização teve como objetivo reivindicar reajuste salarial, já que a categoria afirma ter um dos menores vencimentos do país.

O ato começou na Avenida Ministro José Américo de Almeida, conhecida como Beira-Rio, onde uma das faixas foi bloqueada pelos manifestantes. Em seguida, o grupo seguiu em caminhada até a Praça das Muriçocas, encerrando o protesto no início da tarde.

Reivindicação principal

De acordo com líderes sindicais, o aumento de 15% concedido em dezembro de 2025 não compensou as perdas inflacionárias. Suana Melo, presidente da Associação dos Policiais Civis de Carreira do Estado da Paraíba (Aspol), destacou que o reajuste beneficiou apenas a categoria dos delegados, com acréscimo de 40%, enquanto os demais policiais civis, militares e penais ficaram de fora.

“O tratamento diferenciado dado apenas a uma categoria da Polícia Civil gerou insatisfação entre os demais segmentos. Nosso movimento de hoje busca justiça e equiparação salarial”, afirmou Melo.

Histórico de protestos

Em 2025, a segurança pública estadual já havia realizado diversas manifestações para pressionar o governo por correção na tabela de salários. Na ocasião, policiais civis investigadores em início de carreira informaram que recebem cerca de R$ 6 mil, valor distante da média regional, estimada em R$ 13 mil no Nordeste.

Durante o protesto, as lideranças reforçaram que a defasagem salarial prejudica a motivação e compromete a qualidade do serviço prestado à população. Até o fechamento desta matéria, o governo estadual não havia divulgado uma nova proposta de reajuste.

O protesto transcorreu de forma pacífica e não houve registros de confrontos ou interdições além da faixa da Beira-Rio, que foi liberada após a dispersão do grupo.

Com informações de G1