Até segunda-feira (19), a Prefeitura de Campina Grande deve concluir a instalação de oito aeradores no Açude Velho, principal cartão-postal da cidade, conforme anúncio do secretário de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, Dorgival Villar, nesta quinta-feira (15).
Os equipamentos serão posicionados na superfície do reservatório, na região central, e têm o objetivo de promover a movimentação da água, evitando a formação de áreas com baixo teor de oxigênio. Segundo Villar, a iniciativa preventiva visa impedir novos episódios de desoxigenação que já causaram a morte de aproximadamente 10 toneladas de peixes.
Paralelamente à instalação dos aeradores, a Sesuma realizará coletas periódicas de amostras de água para acompanhar tanto a eficácia do sistema de oxigenação quanto a qualidade do recurso hídrico. O monitoramento também abrangerá a ictiofauna, ou seja, o conjunto das espécies de peixes que habitam o Açude Velho, para verificar se as medidas adotadas estão produzindo os resultados esperados.
As intervenções de curto prazo foram definidas em reunião realizada em 14 de junho, com representantes da Secretaria de Obras e da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente. A Polícia Civil e o Ministério Público da Paraíba (MPPB) investigam o aparecimento em massa de peixes mortos no reservatório.
Medidas de médio e longo prazo
Além das ações emergenciais, foi traçado um plano de requalificação completa do Açude Velho e de seu entorno. O projeto prevê dragagem para remoção de sedimentos, melhorias nas calçadas, instalação de equipamentos urbanos, adequação de acessibilidade e implantação de sistemas de tratamento de água.
O orçamento para essa requalificação será captado junto ao Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata, organismo internacional formado por Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai. A conclusão do projeto está prevista para o fim do primeiro semestre de 2026, quando será aberta licitação para as obras.
O episódio de mortandade de peixes no Açude Velho ocorre com certa frequência devido à combinação de fósforo e nitrogênio na água, processo que reduz o oxigênio dissolvido e sufoca a fauna aquática. Neste período, o problema se intensificou, provocando mau cheiro e desconforto entre moradores e visitantes.
Com a implantação dos aeradores e o planejamento das intervenções estruturais, a gestão municipal espera conter os pontos críticos de desoxigenação e preservar o principal atrativo turístico de Campina Grande.
Com informações de Jornaldaparaiba


