Pesquisadores da UFPB criam curativo com nanotecnologia para tratamento de herpes

Pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) desenvolveram um curativo adesivo capaz de administrar medicamentos de forma controlada no combate às infecções provocadas pelo vírus Herpes simplex. A iniciativa, apresentada em janeiro de 2026, utiliza polímeros biodegradáveis associados a técnicas de nanotecnologia para oferecer um novo suporte terapêutico aos pacientes.

O dispositivo consiste em um filme fino e flexível, com propriedades aderentes, que é aplicado diretamente sobre a lesão cutânea ou mucosa. A tecnologia permite o encapsulamento de fármacos em partículas nanométricas, garantindo uma liberação gradual e contínua do princípio ativo ao longo do tempo. Segundo os pesquisadores, essa estratégia pode otimizar a concentração do medicamento na região afetada, sem necessidade de múltiplas aplicações diárias.

Além de facilitar o uso pelos pacientes, o curativo desenvolvido na UFPB apresenta vantagens em termos de conforto e estabilidade. Como o material é biodegradável, não há necessidade de remoção manual do adesivo após o período de tratamento, reduzindo o desconforto e o risco de contaminação secundária. A equipe responsável afirma que o produto pode oferecer maior aderência ao local da lesão, mesmo em regiões com alta movimentação, mantendo a eficácia terapêutica.

O estudo, conduzido pelos laboratórios de Engenharia de Materiais e Farmacologia da instituição, destaca também a potencial aplicação dessa tecnologia em outras enfermidades que exigem liberação controlada de medicamentos na pele ou em mucosas. Entre os próximos passos, estão ensaios de biocompatibilidade e testes pré-clínicos para avaliar a segurança e a eficácia do curativo em modelos animais.

De acordo com a coordenação do projeto, o desenvolvimento do curativo representa um avanço para o tratamento de infecções virais de repetição, como as provocadas pelo Herpes simplex, que afetam milhões de pessoas em todo o mundo. A perspectiva é que, após a conclusão das etapas de validação, o produto possa seguir para a fase de registro junto às agências regulatórias e, posteriormente, chegar ao mercado.

O lançamento oficial do curativo adesivo ainda não tem data definida, mas a expectativa dos pesquisadores é que, em até dois anos, o dispositivo esteja disponível para uso clínico.

Com informações de Paraibaonline