Os tradicionais orelhões que ainda resistem nas ruas da Paraíba serão removidos a partir de janeiro. De acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), existem hoje cerca de 38 mil aparelhos públicos em funcionamento no Brasil, dos quais 147 permanecem ativos em 75 municípios paraibanos.

Quem: Anatel e operadoras de telefonia.

O que: Início da retirada definitiva dos orelhões.

Quando: A partir de janeiro deste ano.

Onde: Em todo o território nacional, com foco na Paraíba.

Como: Remoção gradual das carcaças e desmontagem dos aparelhos desativados.

Por quê: A queda no uso dos telefones públicos e a expansão das redes móveis e de banda larga.

O processo não será imediato em todas as localidades: apenas os equipamentos sem uso ou sem manutenção serão retirados massivamente já no início do próximo ano. Os orelhões só devem ficar em operação em locais sem cobertura de telefonia móvel, e não poderão permanecer além de 2028.

Em 2020, havia cerca de 202 mil orelhões espalhados pelo país. Desde então, o número foi reduzido pela desativação de aparelhos não utilizados, alinhada à obrigação imposta pela Anatel de que as empresas de telecomunicações apliquem recursos em melhorias de redes de internet e telefonia móvel.

Segundo o último levantamento da agência, mais de 33 mil orelhões ainda atendem o público, enquanto aproximadamente 4 mil estão em fase de manutenção.

Orelhões ativos na Paraíba por município

  • Água Branca: 4
  • Alagoa Grande: 1
  • Aparecida: 2
  • Araruna: 2
  • Areia de Baraúnas: 1
  • Aroeiras: 5
  • Bananeiras: 1
  • Barra de Santana: 4
  • Barra de São Miguel: 1
  • Bom Sucesso: 1
  • Boqueirão: 2
  • Cachoeira dos Índios: 1
  • Cacimba de Dentro: 3
  • Cajazeiras: 9
  • Camalaú: 2
  • Campina Grande: 5
  • Catingueira: 2
  • Conceição: 1
  • Congo: 2
  • Curral de Cima: 1
  • Diamante: 1
  • Fagundes: 1
  • Gado Bravo: 3
  • Imaculada: 1
  • Itatuba: 1
  • Jacaraú: 1
  • Juarez Távora: 3
  • Junco do Seridó: 1
  • Lagoa: 1
  • Lucena: 2
  • Mãe d’Água: 1
  • Manaíra: 2
  • Mari: 1
  • Mataraca: 1
  • Mogeiro: 1
  • Monte Horebe: 2
  • Monteiro: 3
  • Natuba: 1
  • Nova Palmeira: 1
  • Olho d’Água: 2
  • Parari: 1
  • Pedras de Fogo: 1
  • Picuí: 2
  • Pocinhos: 1
  • Pombal: 7
  • Prata: 1
  • Princesa Isabel: 2
  • Queimadas: 1
  • Riacho de Santo Antônio: 1
  • Salgado de São Félix: 4
  • Santa Cecília: 1
  • Santana de Mangueira: 2
  • Santana dos Garrotes: 2
  • Santa Rita: 1
  • Santa Teresinha: 2
  • São Domingos: 1
  • São João do Cariri: 1
  • São João do Tigre: 2
  • São José do Rio do Peixe: 2
  • São José das Espinharas: 3
  • São José das Piranhas: 6
  • Sapé: 1
  • São Vicente do Seridó: 1
  • Serra Branca: 2
  • Sousa: 3
  • Sumé: 2
  • Tacima: 2
  • Taperoá: 4
  • Tavares: 1
  • Triunfo: 1
  • Umbuzeiro: 1
  • Várzea: 1

Criados em 1971 pela arquiteta Chu Ming Silveira, os orelhões se tornaram um ícone nacional graças ao design que otimizava a acústica e protegia o usuário de ruídos externos. A partir de janeiro, porém, começam a ser gradualmente retirados das ruas, encerrando décadas de serviço público.

Com informações de Jornaldaparaiba