O Banco Central decretou em 21 de janeiro de 2026 a liquidação extrajudicial da Will Financeira, empresa vinculada ao Banco Master, após o não pagamento de obrigações à operadora Mastercard. Com a medida, a instituição foi retirada do mercado, cessou suas operações e teve todos os fundos e aplicações congelados.
Nomeação de liquidante e avaliação de ativos
Com a liquidação, o BC designou um liquidante responsável por levantar o patrimônio da Will Financeira, identificar valores a receber e a pagar, e definir o cronograma de quitação dos créditos de clientes e credores. Até a conclusão desse levantamento, todas as aplicações permanecem bloqueadas.
Continuidade das obrigações contratuais
Apesar da liquidação, os contratos vigentes não são extintos. Segundo o especialista em mercado financeiro André Franco, clientes que possuem fatura de cartão de crédito em aberto devem quitá-la dentro do prazo original, sob pena de registrar inadimplência.
“A fatura do cartão de crédito não é perdoada, tá registrado no sistema financeiro nacional. Então, o não pagamento vai causar inadimplência e você ter ali a sua conta colocada no Serasa e no SPC.”
Garantias e riscos de investimentos
Clientes com saldo em conta-corrente ou aplicações financeiras na Will Financeira devem aguardar as orientações oficiais do liquidante. Serviços cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) têm proteção de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, valor que engloba depósitos em conta e investimentos assegurados.
“O dinheiro em conta de investimento entra na garantia do FGC até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. Então, essa garantia se estende à conta-corrente que você também tem lá dentro. Quanto a algum risco, o principal é o risco de demora do FGC. Produtos que não são cobertos pelo FGC, como débito, letra financeira e outras coisas, isso pode ser o risco do investidor. Mas, se ele tiver garantido pelo FGC, o risco é muito baixo, o principal seria o atraso no pagamento.”
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A liquidação extrajudicial foi motivada pelo inadimplemento da Will Financeira em relação aos repasses devidos à Mastercard. O processo formalizado pelo Banco Central busca resguardar credores e organizar o encerramento das atividades da instituição.
A reportagem entrou em contato com a Will Financeira em busca de posicionamento, mas até o momento não obteve resposta.
Com informações de Agência Brasil



