Na quarta-feira (21), o Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB) determinou a interdição da sala de vacina da Unidade de Saúde da Família (USF) Integrada Matinha II e Paulo Afonso, localizada em João Pessoa. A medida foi adotada após constatação de diversas inadequações durante ação de fiscalização no local.

Segundo o Coren-PB, os fiscais identificaram falta de climatização apropriada, iluminação insuficiente e espaço físico reduzido, comprometendo as condições de trabalho e segurança dos usuários. Além disso, foram encontradas soluções improvisadas para dispensadores de sabão líquido e papel toalha, em desacordo com as normas sanitárias vigentes.

Em nota à imprensa, a Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa informou que “todas as adequações necessárias já estão sendo realizadas” e ressaltou que os demais serviços oferecidos pela USF seguem funcionando normalmente. A pasta não detalhou o prazo previsto para conclusão das intervenções.

A interdição abrange exclusivamente a sala de vacina, permanecendo em vigor até que sejam sanadas todas as irregularidades apontadas e concluída uma nova avaliação técnica. De acordo com o Coren-PB, a medida visa garantir a segurança dos pacientes e profissionais envolvidos na aplicação de imunobiológicos.

No relatório de fiscalização, o órgão também observou que a câmara fria destinada ao armazenamento de vacinas e outros imunobiológicos está em situação regular, conforme exigido pela legislação. Entretanto, as demais instalações da sala de vacinação necessitam de ajustes imediatos para atender aos requisitos de vigilância sanitária.

A decisão de interditar o setor de imunização foi publicada no Diário Oficial do Coren-PB e entrou em vigor assim que divulgada. Até a liberação definitiva, os usuários devem aguardar o restabelecimento das condições adequadas para a retomada dos serviços de vacinação.

Após a conclusão das obras de adequação e a verificação técnica do Conselho, a sala de vacina poderá voltar a operar. Enquanto isso, a gestão municipal orienta a população a buscar pontos alternativos de vacinação disponibilizados pela prefeitura.

A interdição temporária reforça a importância de manter padrões mínimos de infraestrutura e higiene nos locais de aplicação de vacinas, especialmente em unidades de saúde que atendem grande demanda de pessoas.

Com informações de Jornaldaparaiba