Um levantamento realizado pelo Procon-SP revelou que os preços de repelentes de insetos comercializados em farmácias e drogarias podem variar até 110%. A pesquisa considerou os valores praticados em 15 de janeiro nos sites das principais redes, mostrando diferença significativa entre menor e maior preço para produtos semelhantes.
Entre os itens com maior disparidade está um spray infantil, cujo preço mais baixo foi de R$ 39,90, enquanto em outra farmácia online o mesmo frasco chegou a custar R$ 83,95. Isso representa uma economia de R$ 44,05 para o consumidor que optar pela opção mais barata. Outro exemplo observado pelo Procon-SP envolveu um repelente em spray de 100 ml, que oscilou entre R$ 39,90 e R$ 81,90 em estabelecimentos distintos.
Importância do uso e ingredientes
O uso regular de repelentes é uma medida fundamental de prevenção contra doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya. As condições de calor e umidade típicas do verão favorecem a multiplicação do vetor, tornando o produto um aliado essencial à saúde pública.
Ainda que exista vacina contra a dengue assinada em contrato para aquisição pelo Ministério da Saúde, o imunizante não está disponível para toda a população. Assim, os repelentes com ingredientes como DEET, icaridina e IR 3535 continuam sendo recomendados por oferecerem proteção eficaz contra picadas do Aedes e auxiliar na prevenção de outras arboviroses sem vacina, como a zika.
Orientações do Procon-SP
Para garantir segurança na compra, o Procon-SP orienta os consumidores a verificarem se o produto possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a conferirem a lista de componentes, sobretudo em casos de alergias a substâncias específicas. Além disso, é importante pesquisar preços em diferentes lojas e considerar o custo do frete em compras pela internet.
O órgão também alerta para o perigo de adquirir repelentes em sites não confiáveis. Antes de finalizar a compra, o consumidor deve confirmar a veracidade do endereço eletrônico consultando a lista de sites não recomendados disponível no portal do Procon-SP.
Com a devida atenção aos valores e à procedência do produto, é possível economizar e garantir proteção eficiente contra doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.
Com informações de Agência Brasil




