A Receita Federal projeta arrecadar R$ 200 bilhões em 2026 ao adotar um modelo de “cobrança amigável” voltado à autorregularização de inadimplentes ocasionais e ao endurecimento de medidas contra devedores contumazes. A estimativa foi apresentada nesta quinta-feira (22), durante a exposição dos resultados de 2025.
Segundo o órgão, a estratégia tem como base o envio de notificações e ofertas de parcelamento para contribuintes que atrasam pagamentos de forma pontual, estimulando o cumprimento voluntário das obrigações fiscais. Para aqueles que persistem em lançar mão de práticas irregulares, a Receita intensifica mecanismos de fiscalização e sanções administrativas.
Em 2025, o emprego dessa abordagem rendeu ao Fisco um recorde histórico de arrecadação, apesar dos desafios econômicos enfrentados pelo país. Os valores exatos desse montante não foram divulgados, mas foram ressaltados como superiores aos resultados anteriores, reforçando a eficácia do método.
Durante a apresentação, a equipe técnica da Receita destacou que a combinação de incentivos e punições busca reduzir o estoque de créditos tributários em atraso, diminuir a litigiosidade e aumentar a previsibilidade das receitas públicas. A proposta é manter o diálogo ativo com os contribuintes, oferecendo prazos e condições antes de recorrer a medidas mais gravosas.
O modelo de cobrança amigável faz parte de um conjunto de iniciativas anuais para modernizar a gestão fiscal, alinhando-se a práticas internacionais de recuperação de dívidas tributárias. A Receita Federal avalia que a continuidade dessa linha de atuação pode garantir sustentabilidade orçamentária e maior eficiência na arrecadação.
Com base nos resultados e nas projeções, a instituição acredita que 2026 será o segundo ano consecutivo de alta significativa nas receitas, apoiada pelos ajustes no processo de cobrança e pela intensificação de controles internos.
Com informações de Paraibaonline



