Com o calendário eleitoral em curso nos palácios estaduais, líderes de Executivo de diversos estados do Brasil intensificam suas articulações políticas para as eleições de outubro de 2026. A proximidade do prazo de desincompatibilização, previsto para o início de abril, tem levado governadores a preparar formalmente suas cartas de renúncia, necessárias para concorrer a cadeiras no Senado Federal.

Movimento partidário em ritmo acelerado

Além das renúncias, observa-se um intenso “troca-troca” de legendas. Nos últimos dias, chefes de Executivo estaduais têm migrado para partidos com maior capilaridade ou estruturas mais robustas no Congresso, em busca de coligações que ofereçam maior competitividade nas urnas. Esse rearranjo partidário reflete a disputa acirrada por palanques de peso e por estratégias regionais alinhadas ao cenário nacional.

Escolha de vices para garantir continuidade

Paralelamente às renúncias, governadores definem os nomes de vice-governadores que assumir ão automaticamente seus mandatos. A escolha recai sobre figuras com afinidade política e capacidade de manter as pautas de governo em andamento. Em alguns estados, as bancadas aliadas negociam espaço na chapa de oposição ou no bloco de situação, apostando que o vice contribuirá para a manutenção de projetos e obras em curso.

Prazos e requisitos legais

De acordo com a legislação eleitoral, os ocupantes de cargos executivos devem se afastar seis meses antes da data da eleição para disputar cargos legislativos. Assim, o prazo de desincompatibilização estabelecido no calendário de 2026 obriga renúncias até o próximo mês de abril. Caso contrário, ficam inelegíveis para a disputa de outubro.

Impactos regionais

Nas regiões Norte e Nordeste, a movimentação tem potencial para reconfigurar alianças históricas, enquanto no Sul e no Sudeste partidos tradicionais se articulam para não perder espaço para siglas em ascensão. Governadores que optam pela corrida ao Senado buscam, além da renovação de mandato político, a ampliação de influência nos debates nacionais.

Com as peças do tabuleiro eleitoral já em movimento, resta aguardar se as novas coligações consolidarão maior coesão partidária ou se abrirão caminho para disputas mais fragmentadas até o pleito deste ano.

Com informações de Paraibaonline