O Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgou nesta quarta-feira (4) projeção de que a Paraíba deverá registrar, em média, 13.470 novos diagnósticos de câncer por ano até 2028. O levantamento faz parte do estudo “Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil”, elaborado pela Coordenação de Prevenção e Vigilância (CONPREV/INCA).

Segundo o Inca, o aumento contínuo nos casos está associado ao envelhecimento da população, à maior exposição a fatores de risco e ao diagnóstico em estágios mais avançados da doença. O objetivo das projeções é subsidiar o planejamento em saúde e a vigilância epidemiológica para os próximos cinco anos, sem estabelecer séries históricas de tendência.

Entre os tipos mais incidentes, o câncer de pele não melanoma aparece no topo da lista, com estimativa de 3.590 novos casos anuais no estado. Em seguida, o tumor de próstata deve atingir cerca de 1.790 homens a cada ano, e o câncer de mama feminina deve contabilizar 1.640 diagnósticos anuais.

Outras localizações também se destacam no ranking de incidência anual na Paraíba até 2028:

  • Outras formas de câncer: 1.470 casos
  • Traqueia, brônquio e pulmão: 580 casos
  • Cólon e reto: 530 casos
  • Estômago: 490 casos
  • Glândula tireoide: 430 casos
  • Colo do útero: 420 casos
  • Fígado: 290 casos
  • Linfoma não Hodgkin: 270 casos
  • Leucemias: 270 casos
  • Cavidade oral: 260 casos
  • Sistema nervoso central: 210 casos
  • Corpo do útero: 210 casos
  • Pâncreas: 190 casos
  • Esôfago: 170 casos
  • Laringe: 160 casos
  • Ovário: 160 casos
  • Bexiga: 150 casos
  • Pele melanoma: 120 casos
  • Linfoma de Hodgkin: 70 casos

As estatísticas foram obtidas a partir de registros populacionais de câncer, dados de mortalidade e modelos estatísticos de previsão de curto prazo. De acordo com o Inca, essas estimativas devem orientar a formulação de políticas públicas para reduzir desigualdades no acesso ao diagnóstico e melhorar o cuidado oncológico na Paraíba.

O relatório reforça a importância de fortalecer ações preventivas e de detecção precoce, além de ampliar a capacidade de tratamento, a fim de enfrentar o aumento projetado de casos no estado.

Com informações de G1