Em entrevista concedida em 05 de fevereiro de 2026, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, anunciou sua intenção de pedir um encontro com o presidente do MDB, Baleia Rossi, para discutir a possibilidade de o partido ocupar a vaga de vice na chapa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições deste ano.
Até o momento, ainda não há data definida para essa reunião, que tem como principal objetivo avançar nas negociações de aliança entre as duas legendas. A estratégia do PT é oferecer o posto de vice ao MDB como forma de fortalecer o palanque de Lula, ampliando a base de apoio e garantindo tempo de televisão extra.
Possíveis nomes e articulação interna
O nome mais cotado para ocupar a vice-presidência é o do ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB-AL). Além dele, somam-se aos defensores dessa aliança figuras de peso como os ex-presidentes do Senado Renan Calheiros (AL), Jader Barbalho (PA) e Eunício Oliveira (CE), o senador Veneziano Vital do Rêgo (PB) e Eduardo Braga (AM).
No âmbito estadual, o MDB da Paraíba, liderado por Veneziano Vital do Rêgo, já se posiciona publicamente como aliado de Lula e trabalha para levar a sigla a apoiar a pré-candidatura a governador do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB).
Resistência e próximos passos
Apesar do interesse do grupo governista, parte da direção nacional do MDB resiste à costura de um acordo formal com o PT. Segundo integrantes da sigla, a Executiva Nacional precisará aprovar a aliança, mas pelo menos 15 diretórios estaduais se mostraram contrários à composição.
Fontes do MDB também ressaltam que, até agora, o próprio presidente Lula não convidou Baleia Rossi para conversar sobre o tema, fato que agrava a percepção de demora por parte do PT. Ainda assim, Edinho Silva demonstra disposição para contornar obstáculos internos e avançar na articulação.
Impactos eleitorais e alternativas
De acordo com informações do portal Infomoney, no entorno político de Lula existe a convicção de que só a oferta da vice poderá atrair o MDB de forma decisiva. Nesse cenário, o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin, poderia ser deslocado para disputar uma vaga no Senado ou concorrer ao governo de São Paulo.
Além da vice-presidência, os dirigentes devem avaliar o futuro político da ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB-RS), que cogita disputar o Senado em São Paulo ou retornar ao Mato Grosso do Sul, seu estado de origem. A definição do vice de Lula poderá influenciar diretamente as projeções para as eleições de 2030, caso o presidente seja reeleito.
As conversas entre PT e MDB ainda engatinham, mas já começam a moldar o tabuleiro político para as eleições de 2026.
Com informações de Polemicaparaiba



