Em um dia marcado por otimismo nos mercados, o dólar comercial encerrou a sessão desta segunda-feira (9) no menor patamar desde maio de 2024, negociado a R$ 5,188, com desvalorização de R$ 0,032, equivalente a 0,62%. Paralelamente, o índice Ibovespa, principal referência da B3, superou a barreira dos 186 mil pontos pela primeira vez, terminando o pregão aos 186.241 pontos, em alta de 1,8%.
A moeda norte-americana caiu de forma consistente ao longo do dia, chegando a R$ 5,17 por volta das 13h. Apesar dos investidores aproveitarem os valores reduzidos para entrar na compra de dólares, a divisa não recuperou valor e permaneceu em queda até o fechamento do mercado.
O desempenho do dólar nesta segunda-feira representou o menor nível desde 28 de maio de 2024, quando a cotação havia alcançado R$ 5,15. No acumulado de 2026, a moeda americana acumula retração de 5,47% em relação ao real.
Por sua vez, o Ibovespa, beneficiado principalmente pelo avanço de ações de bancos, petroleiras e mineradoras — segmentos com maior peso na composição do índice —, elevou o patamar de pontuação a 186.241. O recorde anterior havia sido registrado em 3 de fevereiro, e o indicador já sobe 15,69% no ano.
Fatores Externos
No cenário global, o dólar começou o dia em baixa frente ao real, refletindo intervenções autônomas para reforçar o iene japonês e dados de emprego nos Estados Unidos abaixo do previsto. Esses resultados, por sua vez, aumentaram as expectativas de que o Federal Reserve (Fed) reduza a taxa de juros.
Outro ponto de influência foi a vitória eleitoral da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi, que fortaleceu o iene e pressionou o dólar. Entretanto, o principal fator para a queda da divisa americana foi uma orientação do governo chinês para que bancos privados diminuam a compra de títulos do Tesouro dos EUA, em um movimento de diversificação das reservas internacionais do país asiático.
Além do real, outras moedas de mercados emergentes também se valorizaram, como o rand sul-africano, o peso mexicano e o peso chileno. Analistas apontam que esse ambiente favorável aos mercados de menor renda, observado desde o início do ano, pode continuar sustentando a trajetória de fortalecimento do real nos próximos meses.
Com a combinação de perspectivas de juros menores nos Estados Unidos e a ação de investidores que buscam ativos de mercados emergentes, o cenário tende a permanecer positivo para o câmbio brasileiro e para o desempenho da bolsa de valores.
Com informações de Agência Brasil



