Na sexta-feira (13), a Procuradoria-Geral da República (PGR) ofereceu uma nova denúncia contra três integrantes da Polícia Civil do Rio de Janeiro, apontados por obstrução de Justiça e associação criminosa em investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco.

Quem são os acusados: Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto. Segundo o órgão, eles agiram para atrasar ou inviabilizar apurações relacionadas a homicídios vinculados a milicianos e contraventores.

Modus operandi

O documento ministerial descreve um padrão de atuação que envolve:

  • Desaparecimento e ocultação de provas;
  • Retirada de inquéritos de delegados estranhos ao esquema;
  • Falhas propositais na preservação de elementos probatórios;
  • Responsabilização de pessoas inocentes;
  • Depoimentos forjados;
  • Diligências sem resultados práticos.

De acordo com a PGR, o grupo usava sua influência para intervir em disputas por territórios e na exploração de atividades ilegais, como jogos de azar clandestinos.

Estrutura da organização

A investigação aponta que o suposto esquema teria sido montado dentro da Polícia Civil fluminense, com liderança de Rivaldo Barbosa. A PGR caracteriza o cenário como uma “mercantilização de homicídios”, em que o benefício financeiro orientava as ações do grupo.

Além disso, a acusação sustenta que Rivaldo teria se comprometido, antes do crime contra Marielle Franco, a garantir a impunidade dos responsáveis pela execução da parlamentar.

Processo e próximos passos

Rivaldo Barbosa já responde por organização criminosa e homicídio no mesmo processo que investiga as mortes de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O julgamento nessa ação principal está previsto para a última semana de fevereiro pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

A nova denúncia tramita de forma independente e os três acusados terão, a partir da citação, prazo de 15 dias para apresentar defesa prévia. Em seguida, caberá ao STF decidir se recebe a peça acusatória. Caso seja acolhida, eles passarão à condição de réus na Corte.

Com informações de Polemicaparaiba