Renato Ferreira Salustiano Neto, preso após a morte de sua namorada, Rayla Cavalcante, 23 anos, por empurrá-la de uma motocicleta em Baía da Traição, já tinha sido condenado no ano passado por violência doméstica contra uma ex-companheira, segundo documento da 2ª Vara Mista de Guarabira obtido pelo Jornal da Paraíba.
O registro aponta que a agressão anterior ocorreu em Cuitegi, no Agreste paraibano, em 25 de setembro de 2022, por volta das 17h, quando a vítima tinha 17 anos. A sentença relativa a esse caso foi proferida em 16 de junho de 2025. A reportagem informa que a defesa de Renato Ferreira não foi localizada.
O Ministério Público da Paraíba ofereceu denúncia com três tipificações no curso do processo sobre o episódio em Cuitegi: invasão da residência da então namorada, agressões físicas com chutes e pontapés, uso de ofensas verbais e acesso indevido ao celular da vítima. A juíza da 2ª Vara Mista de Guarabira, Andressa Torquato, não acolheu todas as acusações e condenou Renato por um único crime, o de lesão corporal em contexto de violência doméstica, fixando pena de sete meses em regime aberto.
A decisão judicial, porém, determinou a suspensão do cumprimento da pena por meio do sursis — suspensão condicional da pena — com base na condição de primário do réu. Com isso, mediante o cumprimento de medidas impostas pelo Judiciário e desde que não praticasse novo delito, a pena poderia ser extinta, circunstância que manteve o acusado em liberdade até o episódio mais recente.
Em juízo, Renato admitiu a prática de violência no caso de Cuitegi, conforme os autos, e também confessou a agressão que resultou na morte de Rayla Cavalcante, segundo registros policiais.
A prisão por matar a atual namorada
O crime que levou à prisão em flagrante aconteceu na segunda-feira (16), em Baía da Traição. De acordo com a Polícia Civil, Renato apresentou versões contraditórias no início do depoimento: disse primeiro que a jovem havia caído por acidente, depois afirmou que a queda se deu após a moto passar por um buraco e, por fim, confessou ter empurrado a vítima.
Rayla bateu a cabeça ao cair, foi levada a uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O corpo foi encaminhado ao Instituto de Polícia Científica de Guarabira para exames, e a família autorizou a liberação para velório e sepultamento na terça-feira (17). Após a prisão em flagrante, houve audiência de custódia; a prisão foi convertida em preventiva e o acusado foi enviado ao Presídio Desembargador Flóscolo da Nóbrega (Roger).
Com informações de Jornaldaparaiba



