A Paraíba encerrou 2025 com taxa de desemprego de 6%, a menor observada na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. Ao mesmo tempo, o estado registrou índice de informalidade de 49%, acima da média nacional.

Os números foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira (20). Segundo o instituto, a média de desemprego no país ficou em 5,6%, também a menor desde o início da série, informação já anunciada pelo IBGE no fim de janeiro.

Como a pesquisa é feita

A Pnad Contínua acompanha a situação no mercado de trabalho de pessoas com 14 anos ou mais, considerando todas as formas de ocupação, como trabalho com carteira assinada, temporário e por conta própria. Para o IBGE, é classificada como desocupada apenas a pessoa que efetivamente procurou emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa. O levantamento é realizado com visita a 211 mil domicílios em todas as unidades da federação e no Distrito Federal.

Mínimas históricas

As unidades da federação que atingiram suas menores taxas de desemprego na série foram:

  1. Mato Grosso: 2,2%
  2. Santa Catarina: 2,3%
  3. Mato Grosso do Sul: 3%
  4. Espírito Santo: 3,3%
  5. Paraná: 3,6%
  6. Rio Grande do Sul: 4%
  7. Minas Gerais: 4,6%
  8. Goiás: 4,6%
  9. Tocantins: 4,7%
  10. São Paulo: 5%
  11. Paraíba: 6%
  12. Ceará: 6,5%
  13. Pará: 6,8%
  14. Maranhão: 6,8%
  15. Distrito Federal: 7,5%
  16. Amapá: 7,9%
  17. Sergipe: 7,9%
  18. Rio Grande do Norte: 8,1%
  19. Amazonas: 8,4%
  20. Bahia: 8,7%

Informalidade acima da média

Embora a taxa de desemprego em nível estadual tenha alcançado o menor patamar histórico, a Paraíba permaneceu com um nível de informalidade elevado: 49% dos ocupados no estado atuavam na informalidade ao final de 2025. No país, a informalidade ficou em 38,1%.

O trabalho informal implica ausência de garantias trabalhistas e sociais, como cobertura previdenciária, 13º salário, seguro-desemprego e férias.

No Nordeste, as taxas de informalidade por unidade da federação foram:

  1. Maranhão: 58,7%
  2. Bahia: 52,8%
  3. Piauí: 52,6%
  4. Ceará: 51%
  5. Paraíba: 49%
  6. Sergipe: 48,2%
  7. Pernambuco: 47,8%
  8. Alagoas: 47,5%
  9. Rio Grande do Norte: 39%

Os dados do IBGE mostram, portanto, que a Paraíba atingiu em 2025 o menor índice de desocupação da série histórica da Pnad Contínua, ao mesmo tempo em que manteve proporção significativa de trabalhadores em situação informal.

Com informações de Jornaldaparaiba