TRANSMISSÃO: Globo

O começo do ano costuma pressionar o orçamento familiar com contas previsíveis — impostos, volta às aulas e faturas acumuladas das festas de fim de ano — e, diante desse cenário, o economista e apresentador Gil do Vigor apresentou orientações para quem precisa reorganizar as finanças nos primeiros meses do ano.

No âmbito estadual, o problema é significativo: na Paraíba, 1,31 milhão de pessoas estão inadimplentes, segundo levantamento do Serasa. Entre as dívidas mais frequentes no estado estão as relacionadas a bancos e cartões de crédito (26,1%), contas básicas como água, luz e gás (22,1%) e outras obrigações financeiras (19,2%).

Para Gil, o erro mais comum é encarar janeiro como se fosse inesperado. Ele ressalta que esse mês se repete anualmente e costuma agravar a situação porque incorpora despesas geradas em dezembro, quando há maiores estímulos ao consumo, como Natal e Réveillon. Por isso, recomenda planejar ao longo do ano e constituir reservas para evitar o acúmulo de dívidas.

O economista também chama atenção para a natureza gradual do problema: raramente o descontrole financeiro decorre de um gasto isolado; normalmente resulta do acúmulo de compromissos. Segundo ele, identificar quais hábitos e compromissos geram esse acúmulo é passo essencial para retomar o equilíbrio orçamentário.

Entre as medidas práticas indicadas estão listar e priorizar as despesas inevitáveis do mês, reconhecer antecipadamente os valores já comprometidos e, quando necessário, buscar renegociação formal das dívidas para evitar que se tornem ainda maiores.

No contexto local, o Procon-PB tem oferecido alternativas para quem busca reduzir o impacto das dívidas no orçamento: em 2025, o órgão promoveu 17 mutirões de renegociação, resultando em R$ 10,3 milhões em valores renegociados e beneficiando mais de 12 mil consumidores, ações que ajudam a “reabrir espaço” no orçamento familiar.

As orientações de Gil visam, sobretudo, a retomada de controle por meio de planejamento, identificação de despesas prioritárias e negociação com credores, medidas consideradas fundamentais para evitar a continuidade da inadimplência.

Com informações de Jornaldaparaiba