O presidente estadual do Republicanos, deputado Hugo Motta, cobrou compromisso explícito das lideranças do partido com o projeto do grupo governista para 2026. A cobrança foi feita nesta segunda-feira (23), durante uma solenidade administrativa realizada em Bayeux.
Hugo Motta afirmou que o Republicanos está alinhado com o grupo liderado pelo governador João Azevêdo e defendeu que a sigla integre, de forma unânime, a chapa majoritária ocupando uma das vagas do Senado. O dirigente também deixou claro que o compromisso esperado deve contemplar o vice-governador Lucas Ribeiro, apontado como pré-candidato ao Governo do Estado, além do próprio governador João Azevêdo, que pretende disputar uma vaga no Senado.
Segundo a direção estadual, pré-candidatos do Republicanos para a Câmara Federal e para a Assembleia Legislativa já fecharam apoio à pré-candidatura de Nabor Wanderley (Republicanos) ao Senado. Ainda assim, Hugo Motta destacou a necessidade de fidelidade ao alinhamento com a chapa majoritária do grupo governista.
Republicanos divididos desde o racha João–Cícero
A cobrança pública evidenciou um conflito interno que persiste no partido desde setembro do ano passado, quando João Azevêdo rompeu politicamente com o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena. No fim de outubro, Hugo Motta chegou a reunir lideranças estaduais e da capital para tentar unificar o discurso, e oficialmente o partido declarou apoio ao comando estadual, mas a divisão continuou nos bastidores.
Na Assembleia Legislativa, o deputado Michel Henriques, com base eleitoral em João Pessoa — reduto de Cícero — ainda não definiu qual projeto acompanhará nas próximas eleições. A mesma indefinição aparece na Câmara Municipal de João Pessoa, onde vereadores do Republicanos que atuam na gestão municipal resistem em romper com o prefeito.
Entre esses parlamentares estão Marmuthe Cavalcante e Marcílio do HBE, atualmente licenciados para exercer, respectivamente, as secretarias de Desenvolvimento Humano e de Mobilidade Urbana (Semob-JP). Também aparecem no grupo nomes como Mikika Leitão, Toinho Pé de Aço, Valdir Trindade e Wamberto Ulysses, que terão de optar entre manter a ambiguidade ou declarar apoio ao alinhamento estadual.
Decisões já tomadas
Até o momento, duas posições foram definidas. O deputado Felipe Leitão rompeu com o governo e passou a apoiar o projeto de Cícero, com sua saída do Republicanos encaminhada. Por outro lado, a suplente Capitã Rebeca entregou o cargo de secretária adjunta de Segurança e optou por seguir o alinhamento defendido pela direção estadual da legenda.
As cobranças de Hugo Motta apontam para uma tentativa de consolidar a unidade interna em torno da composição da chapa majoritária para 2026, enquanto nomes do partido ainda sinalizam indecisão sobre o caminho a tomar nas eleições.
Com informações de Jornaldaparaiba



