Uma mulher de 28 anos registrou ocorrência contra o ex-namorado, acusando-o de agressões que, segundo ela, resultaram na perda de sua gestação de 12 semanas. O caso foi formalizado na segunda-feira (23) na Cidade da Polícia, em João Pessoa.
De acordo com o depoimento da vítima à polícia, o relacionamento com o suspeito durou três meses e os dois chegaram a morar juntos. Ela relatou que, ao longo do convívio, passou a identificar atitudes de ciúme exacerbado por parte do homem e que a primeira agressão física ocorreu durante o Carnaval, episódio que motivou o término da relação.
A mulher contou ainda que, na última sexta-feira (20), estava na casa da ex-sogra quando o suspeito chegou ao imóvel e iniciou nova sequência de violência. Conforme registrado, o homem apontou uma arma para o rosto da vítima, a puxou pelos cabelos, passou a chutar sua cabeça e rosto, e proferiu ameaças de morte. Em seguida, ela fugiu para a residência de uma vizinha em busca de socorro.
Segundo a vítima, o agressor continuou a persegui-la na rua e, ao abrir a porta do carro, disse: “é agora que você vai morrer”. Ela relatou ainda que ele ameaçou a família da mulher e que, em conversas com parentes dela, teria afirmado que “preferia responder por feminicídio a responder pela Lei Maria da Penha”.
Durante a ocorrência, a mulher relatou que o homem confiscou seus aparelhos celulares com a justificativa de que havia mensagens que poderiam incriminá-lo e que ele pretendia destruí-los. Ela afirmou ter registros nos quais dizia que não queria mais o relacionamento; o suspeito, entretanto, acusou-a de ter cometido traição — o que a vítima nega.
Ao procurar a delegacia para registrar o boletim de ocorrência e solicitar medida protetiva, a mulher afirmou ter recebido ligações com novas ameaças vindas de familiares do suspeito. O advogado da vítima, Daniel Alisson, informou que a medida protetiva foi requerida e deferida pela autoridade competente, mas que até o momento o acusado não foi intimado. O advogado disse que acompanhará o processo para busca de responsabilização por violência doméstica.
O registro na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e as informações prestadas pela vítima constam no boletim formalizado na Cidade da Polícia.
Com informações de G1


