TRANSMISSÃO: Record

O Secretário de Estado da Fazenda da Paraíba, Marialvo Laureano, assinou uma nota pública em que refuta comentários do economista Erik Figueiredo, publicados na coluna do Blog Mercado em Movimento do Jornal da Paraíba. A resposta de Laureano cita indicadores fiscais e sociais para defender a gestão do governo estadual diante das críticas sobre desigualdade.

Figueiredo, diretor-executivo do Instituto Mauro Borges (IMB), havia contraposto a celebração do governo pelos números recentes — entre eles a projeção de crescimento do PIB estadual de 3,5% em 2026 e a disponibilidade de caixa líquida de R$ 4 bilhões (terceiro maior volume do país) — com preocupações sobre a participação da Paraíba no PIB nacional (inferior a 1% e estagnada), perda de participação industrial (valor adicionado da indústria representando 0,28% do nacional) e problemas sociais, como alta desigualdade de renda, informalidade superior a 50% e parcela significativa da população abaixo da linha da pobreza.

Resposta da Sefaz

Na nota, datada em João Pessoa em 25 de fevereiro de 2026, Laureano argumenta que as desigualdades que afetam a Paraíba são parte de um quadro nacional complexo e não podem ser atribuídas a um único governo. Segundo o secretário, a administração estadual tem mantido uma cultura de equilíbrio fiscal, recuperado capacidade de investimento com recursos próprios e promovido melhorias em políticas públicas, com destaque para educação, obras estruturantes e atração de investimentos.

Laureano destaca indicadores que, na avaliação da Secretaria da Fazenda, demonstram avanços: a Paraíba teria conseguido manter a classificação de Capacidade de Pagamento (CAPAG) “A” da Secretaria do Tesouro Nacional por cinco anos consecutivos (2021-2025) e, no último ano, alcançado um “plus”, passando para CAPAG “A+”. O estado também aparece, segundo o secretário, como o mais competitivo do Nordeste por quatro anos seguidos (2022-2025) no ranking do Centro de Liderança Pública (CLP).

Outros dados citados na nota incluem a duplicação do percentual de investimentos próprios sobre a Receita Corrente Líquida, de 6% para 13%, e a manutenção da nota de grau de investimento “br AAA” pela agência Standard & Poor’s por três anos consecutivos. A Sefaz enfatiza ainda crescimento econômico recente, com aumento do potencial de consumo das famílias para quase R$ 112 bilhões em 2025 (alta de 9,3% sobre 2024), e resultados no mercado de trabalho.

Segundo a nota, a Paraíba criou, no período de 2019 a 2025, mais de 1,3 milhão de empregos formais, registrando saldo de 144 mil postos e um estoque de 545 mil trabalhadores ativos no setor privado com carteira assinada. A taxa de desocupação teria caído de 8,3% em 2024 para 6% em 2025 — a menor do Nordeste e da série histórica da PNAD Contínua — e a redução de 2,3 pontos percentuais na desocupação em 2025 foi a segunda maior entre as unidades da federação. Ainda conforme os dados trazidos pela Sefaz, o número de desocupados no 4º trimestre de 2025 caiu 33,3%, de 155 mil para 103 mil, e a população ocupada passou de 1,671 milhão para 1,704 milhão no mesmo comparativo.

A nota lembra, por fim, que a média salarial da Paraíba terminou 2024 com rendimento médio de R$ 2.406, o segundo maior entre os estados do Nordeste, e afirma que a gestão fiscal responsável é condição necessária para garantir investimentos sustentáveis e avançar na redução das desigualdades. O documento reafirma que a erradicação da pobreza e a diminuição das desigualdades são objetivos permanentes que exigem atuação firme e gestão eficiente dos recursos públicos.

João Pessoa, 25 de fevereiro de 2026.

Com informações de Jornaldaparaiba