A CPMI mista que investiga irregularidades no INSS aprovou, na quinta-feira (26), a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A deliberação ocorreu em sessão tensa que desembocou em empurra-empurra e troca de acusações dentro do plenário da comissão.
Da bancada da Paraíba presente à CPI, os deputados Damião Feliciano (União) e Romero Rodrigues (Podemos) registraram voto contrário à medida.
Confusão após a votação
Imediatamente após a aprovação, parlamentares alinhados ao governo se dirigiram à mesa da comissão para manifestar protesto. O encontro entre deputados evoluiu para confronto físico, com relatos de empurrões e agressões. Entre os envolvidos no tumulto estavam o deputado Rogério Correa (PT-MG), o relator da CPMI, Alfredo Gaspar (União-AL), além dos deputados Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ).
A sessão foi brevemente suspensa em razão do tumulto, mas os trabalhos foram retomados minutos depois, com manifestações de parlamentares ainda em curso. Durante a retomada, o deputado Luiz Lima afirmou ter sido atingido por um soco. Rogério Correa reconheceu ter desferido o golpe enquanto era empurrado e pediu desculpas publicamente ao colega.
Motivo da investigação envolvendo Lulinha
O nome de Fábio Luís passou a integrar as apurações depois que a Polícia Federal apreendeu mensagens trocadas entre Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e a empresária Roberta Luchsinger, que é amiga do filho do presidente. Segundo as investigações, Roberta teria recebido pagamentos de Antunes para atuar junto a órgãos da área de saúde na comercialização de produtos à base de cannabis medicinal. A empresária foi alvo de operação da PF e nega qualquer irregularidade.
Suspeita de “sócio oculto”
O relator da CPMI, Alfredo Gaspar, informou que a solicitação de quebra de sigilo se baseia na suspeita de que Lulinha teria funcionado como “sócio oculto” de Antônio Camilo. Mensagens interceptadas indicariam que um pagamento de R$ 300 mil, efetuado à empresa de Roberta Luchsinger, teria como destino final o “filho do rapaz”, expressão apontada como referência ao presidente da República.
A decisão de abrir os sigilos amplia o escopo das investigações da comissão e acrescenta novo foco de desgaste político ao governo no Congresso.
Com informações de Jornaldaparaiba



