Fortes precipitações em Teixeira, município do Sertão da Paraíba, causaram deslizamentos, queda de árvores e o desmoronamento de uma rocha de grande porte que interditou parte da rodovia estadual PB-264, segundo registros locais.

A rocha cedeu em uma área elevada da Serra de Teixeira e exigiu a mobilização de equipes do Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER-PB) para remoção do material e normalização do tráfego. Levantamento feito pela TV Paraíba apontou pelo menos 15 pontos considerados críticos na Serra de Teixeira em razão das chuvas.

Autoridades recomendam que motoristas que transitarem pela PB-264 reduzam a velocidade ao passar pela região. Morador da cidade, Eri Barreto, relatou que o deslizamento ocorreu “ontem à noite” e destacou que não houve danos materiais nem vítimas: “Aconteceu ontem à noite. Imagine se estivesse passando um carro na hora. Graças a Deus não houve danos materiais nem vítimas”.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informou que a Serra de Teixeira é uma unidade de conservação e realiza visitas periódicas ao local para monitorar possíveis problemas decorrentes das chuvas.

Outros efeitos das chuvas no Sertão

Na cidade de Patos, também no Sertão, as precipitações registradas nos últimos dias tiveram efeito positivo sobre a capacidade de armazenamento de água da Barragem da Farinha. Conforme moradores, a estrutura, que estava praticamente seca com 2% do volume, avançou para quase 60% da capacidade hídrica após os episódios de chuva.

O zelador e morador Jean Vitorino comentou a elevação do nível: “A gente nem esperava. Em três dias, a barragem saiu de praticamente seca para quase sangrar. Muito bom aqui para a gente. Agora, do jeito que está, é só alegria”. Relatos locais indicam que a recuperação do volume ocorreu depois de dois dias seguidos de precipitação.

Equipes de manutenção e órgãos ambientais seguem monitorando as áreas afetadas no Sertão da Paraíba para avaliar danos e coordenar ações de desobstrução de vias e mitigação de riscos.

Com informações de G1