A taxa de desocupação no Brasil foi de 5,4% no trimestre móvel de novembro de 2025 a janeiro de 2026, mantendo o mesmo patamar do período de agosto a outubro de 2025, que também registrou 5,4% — o menor índice desde o início da série comparável, em 2012. Em comparação ao mesmo trimestre de 2024/2025 (novembro de 2024 a janeiro de 2025), quando a taxa foi de 6,5%, houve queda de 1,1 ponto percentual.
Transmissão: Record
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e foram divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Cerca de 5,9 milhões de pessoas estavam desocupadas no trimestre encerrado em janeiro de 2026, o menor contingente desde o início da série, e que se manteve estável frente ao trimestre anterior. Na comparação anual, houve redução de 17,1%, o que corresponde a 1,2 milhão de pessoas a menos desocupadas.
A população ocupada alcançou 102,7 milhões de pessoas, também o maior número registrado na série comparável. Esse total ficou estável no trimestre e cresceu 1,7% no ano, o que equivale a mais 1,7 milhão de ocupados. O nível de ocupação — percentual da população em idade de trabalhar que está ocupada — chegou a 58,7%, estável no trimestre (58,8%) e com elevação de 0,5 ponto percentual em relação ao ano anterior (58,2%).
Subutilização e desalento
A taxa de subutilização da força de trabalho foi de 13,8% no período, mantendo-se estável na comparação trimestral e apresentando recuo de 1,8 ponto percentual em relação ao ano anterior. A população desalentada somou 2,7 milhões de pessoas, número estável no trimestre e em queda de 15,2% no ano — redução de 476 mil pessoas. A parcela de desalentados na população em idade de trabalhar ficou em 2,4%, com estabilidade no trimestre e diminuição de 0,4 ponto percentual na comparação anual (2,8%).
A força de trabalho — reunindo ocupados e desocupados — totalizou 108,5 milhões de pessoas, estável na comparação trimestral e avançando 0,4% (mais 472 mil pessoas) em relação ao mesmo período do ano anterior.
Rendimento
A coordenadora da PNAD Contínua, Adriana Beriguy, atribuiu o crescimento da massa salarial ao aumento do número de pessoas trabalhando com rendimentos maiores, resultante da maior participação de trabalhadores com carteira assinada e de melhoria nos rendimentos mesmo entre informais. O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi de R$ 3.652 no trimestre encerrado em janeiro de 2026, alta de 2,8% no trimestre e 5,4% no ano, sendo o maior valor da série.
A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 370,3 bilhões, também recorde, subindo 2,9% no trimestre (R$ 10,5 bilhões a mais) e 7,3% no ano (R$ 25,1 bilhões a mais).
O IBGE informa que a PNAD Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho no país, abrange 211 mil domicílios em 3.500 municípios e é realizada a cada trimestre por cerca de dois mil entrevistadores integrados às mais de 500 agências do instituto.
Confira as informações do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil.
Com informações de Agência Brasil



