Policiais fazem mobilização por reajustes salariais em João Pessoa
Policiais civis, penais e militares da Paraíba promoveram, na tarde desta quinta-feira (5), mais uma manifestação em frente à Granja Santana, residência oficial do governador, em João Pessoa. A mobilização foi organizada por representantes das categorias que buscam melhorias na remuneração e na valorização das carreiras.
Segundo a Associação dos Policiais Civis de Carreira do Estado da Paraíba (Aspol-PB), a ação tem como objetivo cobrar o ajuste do plano de cargos, carreira e remuneração e a revisão dos vencimentos. Suana Melo, uma das porta-vozes do movimento, afirmou que apenas a carreira de delegados teve alguma valorização em dezembro de 2025, ficando próxima da média salarial nacional, enquanto as demais categorias continuariam entre os piores salários do país.
Suana também informou que, no início de carreira, um policial civil investigador recebe aproximadamente R$ 6 mil e que a categoria reivindica um patamar correspondente à média do Nordeste, em torno de R$ 13 mil. Ela acrescentou que, em fevereiro, a categoria recebeu da Secretaria de Segurança Pública uma proposta de reajuste de 10% parcelado, oferta que não foi aceita pelos manifestantes.
O g1 procurou a Secretaria de Administração do Governo da Paraíba para obter posicionamento sobre as reivindicações, mas não obteve resposta até a última atualização da reportagem.
Esta foi mais uma entre diversas ações públicas realizadas pelas categorias nas últimas semanas. Em 21 de fevereiro houve protesto na mesma Granja Santana; em 14 de fevereiro manifestantes também se reuniram no local; e nos dias 8 e 22 de janeiro as manifestações ocorreram em outros pontos de João Pessoa. No dia 22 de janeiro, policiais se concentraram na avenida Epitácio Pessoa, realizaram assembleia unificada na orla de Tambaú e fizeram uma passeata pela avenida, reduzindo o tráfego ao ocupar uma faixa e seguindo em direção à sede da Vice-Governadoria da Paraíba.
O presidente da Associação dos Policiais Penais da Paraíba, Wágner Falcão, criticou a proposta do governo de aumento linear de 5% para servidores e questionou a incorporação de uma bolsa de desempenho ao vencimento, destacando que a medida pode provocar descontos de impostos sobre valores antes não tributados, o que, segundo ele, reduziria a remuneração líquida dos policiais.
Em nota, o Governo do Estado afirmou que tem adotado medidas de valorização profissional e de melhoria da infraestrutura para as forças de segurança, mencionando a incorporação da bolsa de desempenho ao salário, o reajuste linear de 5% e a ampliação dos quadros com mais de 2.800 vagas e ingresso de novos oficiais. As categorias, contudo, afirmam que ainda não houve negociação efetiva com o Executivo estadual.
Com informações de G1



