O Banco do Brasil lançou uma solução que permite pagamentos por Pix em lojas físicas na Argentina, em parceria com o Banco Patagonia. Batizada de Pix no Exterior, a modalidade estreia no país vizinho e está disponível para qualquer usuário do Pix, independentemente de ser correntista do Banco do Brasil.
O funcionamento é semelhante ao do Pix doméstico: o comerciante exibe um Código QR em uma maquininha ou outro dispositivo, o cliente abre o aplicativo do seu banco no Brasil, escaneia o QR, confere os dados e confirma o pagamento. Não há necessidade de cadastro ou habilitação prévia para usar o serviço.
Câmbio e IOF
Por trás da operação, o valor é convertido automaticamente pelo banco. O consumidor paga em reais, enquanto o lojista recebe na moeda local, por meio de uma operação de câmbio integrada à transação. O débito é efetuado diretamente na conta corrente ou na poupança do usuário no Brasil e aparece no extrato como um Pix comum.
Nas operações incide o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), tributo federal aplicável a transações de câmbio e crédito. Segundo o Banco do Brasil, a conversão é processada em poucos segundos por meio de APIs que conectam os sistemas envolvidos.
A iniciativa foi desenvolvida em conjunto com o Banco Patagonia, que faz parte do conglomerado do Banco do Brasil. O sistema também utiliza a solução de cobranças Wapa e a infraestrutura tecnológica da Coelsa, empresa que atua no mercado de meios de pagamento na América Latina.
Em comunicado, Felipe Prince, conselheiro de administração do Banco Patagonia e vice‑presidente de Controles Internos e Gestão de Risco do Banco do Brasil, afirmou: “O lançamento do Pix no exterior reforça a atuação internacional do Banco do Brasil e nosso compromisso com a inovação em meios de pagamentos voltada ao bem‑estar das pessoas”.
O Banco do Brasil informa que estuda ampliar o Pix no Exterior para outros países das Américas, Europa e Ásia, com prioridade em regiões que concentram grande presença de brasileiros, como parte da estratégia de expandir serviços financeiros digitais e simplificar pagamentos internacionais.
Com informações de Agência Brasil



